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    Anvisa autoriza testes para vacina chinesa contra Covid-19

    O plano é testar 9 mil pessoas em diferentes estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.

    05/07/2020 - 09h08

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    Folhapress
    Por Folhapress
    O pedido de autorização para testes com o produto da empresa chinesa foi feito pelo Instituto Butantan (SP).
    O pedido de autorização para testes com o produto da empresa chinesa foi feito pelo Instituto Butantan (SP).
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    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou testes de uma potencial vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. Essa é a segunda vez que o órgão libera ensaios clínicos na terceira fase de testes de uma vacina em desenvolvimento contra a Covid-19. No dia 2 de junho, a Agência já havia dado o aval à Universidade de Oxford, no Reino Unido.

    O pedido de autorização para testes com o produto da empresa chinesa foi feito pelo Instituto Butantan (SP).

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    A vacina é feita a partir de partículas inativadas do novo coronavírus. O plano é testar 9 mil pessoas em diferentes estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.

    A Anvisa ressaltou que já foram realizados testes na fase 1 e 2 para essa potencial vacina em animais (estudos não clínicos) e seres humanos adultos saudáveis.

    "Esses estudos demonstraram segurança e imunogenicidade favoráveis com o esquema de duas doses da vacina", informou o órgão, em nota.

    Na primeira fase, os testes são feitos em um pequeno grupo, normalmente pessoas saudáveis, com o objetivo de verificar a segurança e a resposta imunológica.

    Na fase II, há uma quantidade maior de testes e a potencial vacina é avaliada também em pessoas que serão alvo, como idosos.

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    A terceira fase, autorizada nesta sexta-feira (3) pela Anvisa, envolve uma grande quantidade de testes para tentar averiguar a eficácia e segurança da vacina.

    No último sábado (27), o Ministério da Saúde anunciou uma parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca e com a Universidade Oxford, para desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19. Inicialmente, estão previstas 30,4 milhões de doses, mas o lote pode chegar a 100 milhões.

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