Um sistema inédito em Santa Catarina está usando uma tecnologia de sequenciamento de DNA para identificação de espécies de pescado. O objetivo é verificar se o peixe comercializado corresponde à indicada no rótulo. O aparelho de R$ 735,4 mil permite analisar geneticamente amostras de peixes frescos e congelados com alto nível de precisão para fortalecer o combate a fraudes e aumentar a confiança do consumidor.

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— Isso auxilia nos serviços da Cidasc, porque a nossa região tem uma forte cultura de consumo de peixe e também recebe muitos visitantes que buscam essa experiência gastronômica. Com essa tecnologia, conseguimos investigar a procedência e verificar situações em que uma espécie de peixe é comercializada com outro nome de maior valor — afirma a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc), Celles Regina de Matos.

O sequenciador genético foi adquirido pela Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca por meio do Programa Pescados SC. O equipamento foi cedido à Cidasc para operação no laboratório regional de Joinville.

Veja como funciona o aparelho que vai verificar o DNA de peixes

As coletas de amostras no comércio serão realizadas com apoio do Procon e Inmetro de SC, enquanto a Cidasc ficará responsável pela logística das análises, capacitação das equipes e realização dos exames laboratoriais.

— Esse investimento fortalece toda a cadeia produtiva da pesca e da aquicultura em Santa Catarina. Com a tecnologia de identificação por DNA, passamos a ter ainda mais segurança e transparência na comercialização do pescado. Quem produz corretamente é valorizado, o consumidor ganha confiança e o Estado avança no controle de qualidade dos alimentos — destaca o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo.

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Nova estrutura da Cidasc em Joinville

Além da modernização do laboratório, a Cidasc inaugurou o novo prédio do Departamento Regional de Joinville, que atende 13 municípios do Norte catarinense. A unidade exerce papel estratégico nas ações de sanidade animal, sanidade vegetal, inspeção e educação sanitária. A região se destaca na produção de arroz irrigado, banana, peixes, mexilhões, crustáceos e palmáceas.

A médica-veterinária e gestora do Laboratório Regional da Cidasc de Joinville, Beatriz Terra Lopes, explica que a modernização da estrutura também melhora a capacidade de resposta frente a emergências sanitárias.

— A incorporação de novas tecnologias amplia a precisão e a agilidade dos diagnósticos laboratoriais, contribuindo diretamente para as ações de vigilância sanitária e para a segurança do setor produtivo e dos consumidores — afirma.