Os catarinenses devem gastar mais na Páscoa em 2026. É o que mostra um levantamento da Fecomércio SC, que indica que o gasto médio dos consumidores no Estado deve chegar a R$ 253, o maior valor da série histórica iniciada em 2018. O montante representa um aumento de 8,4% em relação ao ano passado e, descontada a inflação, crescimento real de cerca de 4%.

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De acordo com o presidente da entidade, Hélio Dagnoni, a projeção acompanha outros indicadores econômicos observados pela federação, que apontam maior confiança do consumidor.

Em fevereiro, a intenção de consumo avançou 0,5%, refletindo uma melhora na percepção sobre o momento atual da economia, segundo a Fecomercio. A avaliação sobre emprego e renda também apresentou crescimento, de 2,4% e 1,6%, respectivamente.

Segundo Dagnoni, o cenário também é influenciado por medidas que podem ampliar a renda disponível, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. A pesquisa aponta ainda que 88% dos consumidores avaliam que a própria situação financeira está melhor, fator que tende a estimular gastos em datas sazonais.

— Esperamos uma boa Páscoa para o comércio. No ano passado, o crescimento foi menor, abaixo até mesmo da inflação. Para este ano, a expectativa é de vendas melhores, como reflexo desse maior otimismo do consumidor — afirma.

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Veja fotos da Páscoa em SC

Criciúma lidera gasto médio

A pesquisa da federação foi realizada em sete cidades catarinenses. Entre elas, Criciúma aparece com a maior média de gastos prevista para a data: R$ 270 por consumidor, alta de 50% em relação ao ano passado.

Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 268), Chapecó (R$ 266), Blumenau (R$ 265), Lages (R$ 260), Itajaí (R$ 243) e Joinville (R$ 197).

Entre os municípios pesquisados, apenas Chapecó e Blumenau registraram gasto médio menor do que o observado no ano anterior.

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Compras “de última hora”

O levantamento também mostra que a maior parte dos consumidores pretende deixar as compras para os dias mais próximos da data comemorativa. Em 2026, 44,3% afirmam que devem comprar na semana da Páscoa e 18,9% planejam fazer as aquisições na véspera. Somados, mais de 60% concentram as compras na reta final.

Por outro lado, 23% pretendem antecipar as compras em até duas semanas antes da data. Outros 5,3% dizem que devem adquirir os produtos com mais de duas semanas de antecedência, enquanto 4,3% planejam comprar com mais de um mês de antecedência. Apenas 3,2% afirmam que realizam as compras exatamente no dia da Páscoa.

Ovos industrializados lideram preferência

Entre os produtos mais procurados, predominam os chocolates industrializados. Os ovos de Páscoa produzidos em escala lideram as intenções de compra, com 36,8%, seguidos pelos chocolates industrializados em geral, que somam 33,7%.

Os itens artesanais aparecem com menor participação: ovos de produção artesanal representam 15,8% das preferências e chocolates artesanais, 11,9%.

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Além dos chocolates, alguns consumidores pretendem comprar outros presentes. Brinquedos aparecem com 10,7% das intenções, seguidos por itens de vestuário ou calçados (5,4%) e flores (0,4%).

Pix lidera formas de pagamento

Na forma de pagamento, o Pix aparece como a principal escolha, citado por 30% dos consumidores. Em seguida vêm o pagamento à vista em dinheiro (20,7%) e o parcelamento no cartão de crédito (20,1%). O cartão de débito representa 16,4% das intenções e o crédito à vista, 10,8%.

O levantamento também aponta mudança no local das compras. Os supermercados retomam a liderança, concentrando 44,1% das preferências, enquanto o comércio de rua caiu de 49,3% em 2025 para 34,2% em 2026.

As lojas em shopping centers registraram o maior crescimento proporcional, passando de 3,3% para 12,7%. Já as compras pela internet subiram de 3% para 6,6%, o maior percentual desde o início da série histórica.

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