Pelo menos 16 árvores no Parque Ilha das Conchas, no bairro Abraão, região continental de Florianópolis, tiveram o tronco perfurado onde foi aplicado um líquido roxo não identificado. Nesta quinta-feira (30) a Polícia Civil instaurou uma investigação para apurar o suposto envenenamento.
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O caso foi encaminhado à Polícia Científica para confirmar se houve o uso de substâncias tóxicas. Com essas evidências, a Polícia Civil terá subsídios para confirmar se foi realizado um crime ambiental e tomar medidas legais cabíveis.
O que diz a Polícia Civil
“A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou procedimento investigativo para apurar a denúncia de suposto envenenamento de árvores em um parque localizado no bairro Abraão, em Florianópolis. Determinando o encaminhamento do caso à Polícia Científica para a realização de perícia técnica detalhada. O laudo pericial terá como objetivo confirmar se houve o uso de substâncias tóxicas, identificar as espécies atingidas e verificar se tratam de árvores nativas. A partir do resultado das análises técnicas, a instituição terá subsídios para confirmar a ocorrência de crime ambiental e adotar as providências legais cabíveis.”
Entenda o caso
Vídeos que começaram a circular nas redes sociais em 16 abril mostram árvores afetadas no Parque das Conchas. Moradores locais entraram em contato com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para analisar o produto aplicado nas árvores. De acordo com pesquisadores da universidade, o material usado seria um herbicida com a capacidade de interromper o crescimento das plantas.
O que diz a prefeitura
De acordo com a prefeitura de Florianópolis, o caso foi encaminhado à de fiscalização da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e o local será vistoriado ainda nesta semana.
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“A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), informa que o caso foi encaminhado à equipe de fiscalização e a vistoria no local já está no cronograma desta semana. Caso moradores identifiquem situações semelhantes, as denúncias podem ser feitas pelo telefone (48) 3952-0188.”
*Sob supervisão de Nicoly Souza

