nsc

publicidade

Investigação

Após quase 4 horas, termina reconstituição de triplo homicídio em Alfredo Wagner

Peritos do IGP finalizaram trabalhos perto das 17h30min. Suspeito do crime preferiu não participar e ficou todo o tempo dentro do carro do Deap

22/08/2019 - 18h17 - Atualizada em: 23/08/2019 - 10h43

Compartilhe

Clarissa
Por Clarissa Battistella
Reconstituição de triplo homicídio em Alfredo Wagner, Grande Florianópolis (SC)
Peritos e policiais durante a reconstituição na casa da família, na tarde desta quinta
(Foto: )

Terminou no fim da tarde desta quinta-feira (22) a reconstituição do triplo homicídio que ocorreu no interior de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, no dia 9 de agosto. O trabalho, realizado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) e pela Polícia Civil, começou por volta das 13h30min e foi encerrado perto das 17h30min, quase quatro horas depois.

O suspeito do crime, Arno Cabral Filho, foi levado ao local pela Secretaria de Justiça e Cidadania, mas decidiu não participar do procedimento. Ele permaneceu dentro da viatura do Departamento de Administração Prisional (Deap) durante todo o tempo. Segundo a defesa de Arno, ele foi orientado a ficar fora porque nega ter cometido o crime e, portanto, não teria motivo para ser submetido à reconstituição.

A reconstrução, realizada na propriedade rural onde o casal Carlos Alberto Tuneu, 67 anos, e Loraci Mathes, 50, e o filho deles, Mateo Tuneu, de 8 anos, foram mortos, teve a participação de quatro peritos do IGP e foi realizada com base nos depoimentos colhidos de testemunhas e no inquérito policial.

De acordo com o agente de Polícia Civil de Alfredo Wagner, Vanderlei Kanopf, com a reconstituição foi possível identificar de forma mais precisa o histórico dos fatos. Segundo ele, a principal suspeita é de que Arno tinha ido até a propriedade para buscar bens que tinha deixado em garantia por uma dívida que ele não tinha condições de pagar, junto às vítimas.

— No nosso entendimento, ele não conseguiu o dinheiro [para pagar] e veio aqui para tomar as garantias que ele havia assinado na data anterior. Isso dito por ele próprio — afirmou o agente.

A reconstituição

O trabalho desta quinta-feira começou na estrada que dá acesso à propriedade em que as vítimas moravam. Foi nesse local em que o corpo de Carlos Alberto Tuneu foi encontrado. Ele estava ao lado da caminhonete que pertencia à família. Depois de aproximadamente uma hora e meia, os peritos seguiram em direção à casa onde foram encontradas as outras duas vítimas.

Suspeito segue preso

A reconstituição desta quinta-feira foi determinada pelo juiz que recebeu a denúncia do Ministério Público, transformando Arno em réu. Na mesma decisão, ele também resolveu manter o suspeito em prisão preventiva. Atualmente, ele está detido em Lages, na Serra Catarinense.

Relembre o crime

De acordo com a investigação, Loraci Mathes, 50 anos, e o filho, Mateo Tuneu, 8, foram os primeiros a serem atacados. Os dois foram mortos dentro da residência onde a família morava, no interior de Alfredo Wagner.

Já Carlos Alberto Tuneu, 67, foi assassinado a caminho de casa, aproximadamente um quilômetro distante da propriedade. Conforme a investigação, ele foi o último a morrer.

Segundo denúncia remetida ao judiciário, Arno foi acusado por triplo homicídio qualificado: por motivo fútil — já que as mortes teriam sido motivadas por uma dívida que o denunciado tinha com a família —, meio cruel — pela forma como a família foi assassinada —, e por dificultar ou impossibilitar a defesa das vítimas.

Ainda não é assinante? Assine e tenha acesso ilimitado ao NSC Total, leia as edições digitais dos jornais e aproveite os descontos do Clube NSC.

Deixe seu comentário:

publicidade