O envelhecimento da população brasileira, confirmado pelo pelo censo IBGE 2022 — em 2012, a população idosa representava 11,3% e hoje, esse hoje 15% — aumentou a demanda por cuidadores de idosos. Em Santa Catarina, o quinto estado do país com a população mais idosa, o aplicativo Nonno tem ajudado a aumentar a oferta desses profissionais.

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Fundada há quatro anos, a startup conecta uma rede de mais de 800 cuidadores a famílias, lares de idosos, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e hospitais. Atualmente, está presente em 25 municípios catarinenses, além das capitais Porto Alegre, Curitiba e São Paulo.

O trabalho do Nonno também tem fomentado a formalização de uma profissão ainda bastante informal: ao longo de quatro anos, registraram mais de 700 MEIs, cerca de 40% delas somente em 2023. A rede de profissionais contabiliza mais de 580 mil horas de cuidado.

Como funciona o Nonno?

O Nonno funciona como um hub entre os cuidadores e as famílias ou organizações que buscam esses profissionais. Os agendamentos são pelo aplicativo, telefone ou WhatsApp. A família responde perguntas sobre o paciente e a plataforma encontra o profissional mais próximo que se encaixa no perfil.

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Há quatro categorias para atuação: acompanhante (não é obrigatório ter experiência), cuidador profissional (precisa ter curso de cuidador), técnico de enfermagem e enfermeiro (é exigida graduação).

Os cuidadores devem ter registro de microempreendedor individual (MEI) e formação como cuidador, em curso certificado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles ainda passam por um criterioso processo de seleção, que inclui Análise de documentos, Verificação de antecedentes legais, Teste psicológico e Entrevista com psicólogo.

Além dos critérios exigidos, a sócia-fundadora do Nonno e coordenadora de recrutamento do Nonno, Gabriela Alban, também explica que o profissional precisa ter sensibilidade para lidar tanto com o paciente, quanto com a família.

— Não envolve só a parte técnica. Vai ter a variável humana nesse serviço. Então precisa entender de pessoas, saber se comunicar, ter uma sensibilidade, tanto para lidar com o paciente, quanto para o familiar envolvido no momento da contratação — explica a sócia-fundadora do Nonno.

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Quanto ganha um cuidador profissional?

O pagamento é realizado semanalmente para o cuidador. A remuneração varia com o número de plantões realizados e a modalidade de plantão, que pode ser: 12h por 36h (trabalha um dia sim um dia não); 24h por 48h (trabalha um dia e descansa dois); ou plantões avulsos de 8 horas.

— A média dessas modalidades de trabalho chega a R$ 2,5 mil a R$ 3 mil, mas os cuidadores complementam. Então nunca é só esse valor. Eles pegam plantões extras no final de semana. Temos os cuidadores que são exceção e recebem muito acima disso. Às vezes por que trabalham com mais de um paciente numa mesma casa, por exemplo. Temos cuidadores recebendo quase R$ 4,5 mil por mês — explica Gabriela Alban.

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