Nesta quarta-feira (18) será definida a nova escola de samba campeã do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro, após três noites de desfiles no sambódromo da Marquês de Sapucaí. A avaliação dos desfiles foi feita por 54 jurados, seis para cada um dos nove quesitos.
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A transmissão ao vivo da apuração das escolas de samba do Rio de Janeiro será feita pela TV Globo, a partir das 16h. O desfile das campeãs está marcado para a noite de sábado (21). Participarão as seis melhores colocadas na edição deste ano.
Em São Paulo, a campeã foi a Mocidade Alegre, com enredo que homenageou a atriz Léa Garcia. No Rio, 12 escolas disputam o título do Grupo Especial.
Quem disputa o título de campeã do Carnaval do Rio de Janeiro
- Acadêmicos de Niterói
- Imperatriz Leopoldinense
- Portela
- Estação Primeira de Mangueira
- Mocidade Independente de Padre Miguel
- Beija-Flor de Nilópolis
- Unidos do Viradouro
- Unidos da Tijuca
- Paraíso do Tuiuti
- Unidos de Vila Isabel
- Acadêmicos do Grande Rio
- Acadêmicos do Salgueiro
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Regras da apuração para o Carnaval do Rio de Janeiro
Neste ano, as cabines dos jurados foram espalhadas por diferentes pontos do sambódromo, nos dois lados da avenida. A proposta é que o desfile passe a ser avaliado em 360 graus, evitando que um quesito seja apresentado de forma mais favorável para apenas um lado.
As notas variam de 9,0 a 10,0, com possibilidade de pontuação fracionada. Em cada quesito, a menor nota é descartada. Para orientar a avaliação, os jurados contam com subquesitos, que servem como referência para a construção da nota final.
Segundo o regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), as notas são entregues ao fim de cada noite de desfiles.
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O sistema de avaliação do Grupo Especial é dividido em nove quesitos:
- samba-enredo
- harmonia
- fantasias
- mestre-sala e porta-bandeira
- evolução
- enredo
- alegorias e adereços
- comissão de frente
- bateria
Essas pontuações são decisivas: elas definem tanto a campeã do Carnaval quanto a escola que será rebaixada para a Série Ouro, o grupo de acesso, que é administrado por outra entidade.
A apuração acontece de forma pública na Cidade do Samba, com a leitura individual das planilhas e acompanhamento oficial das agremiações, que ficam de olho em cada nota divulgada.
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Subquesitos que tornam o julgamento mais técnico
Os nove quesitos que definem a campeã do Carnaval do Rio passaram a ser detalhados em 26 subquesitos, o que tornou o julgamento mais técnico e minucioso. Fundamentos tradicionais, como bateria, harmonia e samba-enredo, agora são analisados em aspectos específicos, como cadência, fluência e funcionalidade.
Cada quesito pode ter até quatro subdivisões, e caberá aos 54 jurados somar as notas desses critérios para chegar ao resultado final.
Pelo regulamento, não é permitido atribuir nota inferior a 9,0, exceto em caso de não apresentação do quesito, algo considerado praticamente impossível. Na prática, isso faz com que a disputa se concentre nos décimos perdidos em cada detalhe.
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Antes da leitura das notas, a Liesa também divulga eventuais penalidades aplicadas às escolas, como infrações relacionadas à direção artística, concentração, cronometragem, dispersão e outras obrigatoriedades. O descumprimento dessas regras implica em perda de décimos.
Além disso, os desfiles precisam respeitar o tempo mínimo de 70 minutos e máximo de 80 minutos, e seguir exigências como:
- mínimo de 200 ritmistas na bateria;
- mínimo de 60 baianas;
- mínimo de quatro e máximo de seis carros alegóricos;
- mínimo de 10 e máximo de 15 componentes na comissão de frente;
- mínimo de 2,5 mil e máximo de 3,2 mil componentes.
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