As primeiras áreas de escape da história de Santa Catarina devem ser inauguradas em junho. O conjunto de obras na SC-418, no trecho entre Joinville e Campo Alegre, é considerado uma intervenção estratégica para a segurança viária e atingiu 80% de conclusão.
Continua depois da publicidade
O coordenador regional da Secretaria de Infraestrutura no Norte do Estado, André Torrens, afirmou ao NSC Total que, apesar da estrutura localizada no Km 17 estar mais avançada, as duas áreas, que inclui a do Km 15, devem ser entregues juntas em junho, com data exata ainda a ser defifnida.
Confira fotos das obras nas áreas de escape na SC-418
Obras são aguardadas na região
O projeto inicial para a serra Dona Francisca previa quatro áreas de escape. No entanto, duas delas foram antecipadas emergencialmente após um acidente que deixou 75% de Joinville sem abastecimento de água por 20 horas. Na ocasião, um caminhão carregado com ácido sulfônico tombou na curva do km 15 e contaminou o rio Cubatão.
A obra atual, inclusive, integra o programa estadual “Estrada boa” que tem como foco a redução de acidentes em trechos críticos de serra, como é o caso da pista no Norte catarinense.
Detalhes sobre as áreas de escape
Com investimento de aproximadamente R$ 43,5 milhões, as áreas de escape contam com uma caixa de argila expandida para absorver o impacto e reduzir gradualmente a velocidade de caminhões e automóveis. Previstas desde a conclusão do projeto executivo de revitalização da rodovia estadual, em 2022, as áreas de escape têm inspiração nas rampas da BR-376, em Guaratuba (PR).
Continua depois da publicidade
Na Serra Dona Francisca, a rampa de desaceleração terá 165 metros, em local mais íngreme, junto à montanha. A outra rampa terá 250 metros, no km 17, fica em ponto ao lado da pista.
Próximos passos das obras
A última detonação de rochas para o avanço das áreas de escape na próxima segunda-feira (4) será realizada na área de escape do km 15, na Serra Dona Francisca. Além disso, trechos específicos da rodovia estadual estão recebendo uma nova pavimentação.
— A obra está dentro do planejado. É uma obra extremamente complexa, apesar de ser só dois quilômetros, por ser na serra e corte em rocha bastante volumoso, temos que fazer também o grampeamento do solo para não haver queda de encosta durante o período de chuvas — destaca Torrens.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira






