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Imunização

Argentina é o primeiro país da América Latina a aplicar vacina russa contra a Covid-19

Argentina é o quarto país latino-americano a começar a imunização contra a Covid-19

29/12/2020 - 09h17 - Atualizada em: 29/12/2020 - 09h19

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Por AFP
Argentina se torna primeiro país da América Latina a vacinar população com imunizante russo
Argentina se torna primeiro país da América Latina a vacinar população com imunizante russo
(Foto: )

A Argentina iniciou uma campanha de vacinação contra a Covid-19 com a aplicação da Sputnik V e se tornou o primeiro país da América Latina a inocular sua população com o imunizante do laboratório russo Gamaleya.

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A campanha começou de forma simultânea em todo o país e tem como prioridade a vacinação voluntária dos profissionais da saúde em uma primeira etapa.

"A ideia é começar a vacinação com os que estão mais expostos ao risco. É realmente épico fazer a maior campanha de vacinação da Argentina com igualdade de acesso", disse o ministro da Saúde Ginés González García, ao iniciar o processo no Hospital Posadas de Buenos Aires.

Neste hospital, a médica de UTI Flavia Loiacono foi a primeira pessoa a receber a Sputnik V.

A Argentina é o quarto país latino-americano que começa a vacinação contra a Covid-19, depois do México, Costa Rica e Chile, que aplicam a vacina do laboratório Pfizer.

"Teremos que continuar nos cuidando porque, até que a vacina faça efeito em nível comunitário, vão passar alguns meses", alertou o ministro.

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A Sputnik V prevê uma segunda dose para ser aplicada 21 dias após a primeira. A primeira remessa com 300.000 doses chegou da Rússia na Argentina em 24 de dezembro.

O acordo com a Rússia contempla outras 19,7 milhões de doses que serão entregues entre janeiro e fevereiro, com a possibilidade de comprar mais 5 milhões.

Para imunizar sua população, a Argentina lançou uma campanha que contará com 116.000 enfermeiros em 7.749 estabelecimentos e a colaboração de outros 10.000 voluntários.

O país registra desde março mais de um milhão e meio de contágios e 42.868 mortos.

Além deste acordo, a Argentina assinou também outros de fornecimento de vacinas com a Universidade de Oxford associada com a farmacêutica AstraZeneca e com o mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS). Também negocia a chegada do produto do laboratório Pfizer.

O governo de Alberto Fernández planeja adquirir um total de 51 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

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