Na tentativa de encontrar alternativas que tragam alívio a incômodos comuns, como dores musculares e enxaquecas, muitas pessoas optam por chás, ervas e alimentos que reduzem o desconforto. O que todos esses métodos compartilham? A base natural.

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Essa preferência por soluções de origem natural já aparecia em larga escala, segundo o Relatório Mundial sobre Medicina Tradicional e Complementar, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019.

No documento, a OMS apontava que diversos sistemas tradicionais de saúde empregados no planeta incluem desde terapias à base de ervas até práticas como a homeopatia e a medicina ayurvédica, todas pautadas no uso de substâncias naturais.

Para Nacho Caldo, gastroenterologista e fundador da GastroConciencia, iniciativa dedicada a promover uma medicina mais humana e integral, essa busca tem uma explicação relevante.

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“A medicina convencional tem dificuldade em encontrar respostas para muitas enfermidades e é influenciada pelo preconceito do que é natural, frequentemente associado a algo que não é nocivo ou prejudicial”, afirma Caldo, em entrevista divulgada pelo jornal O Globo.

Dor nas costas: uma das maiores queixas da atualidade

Entre os problemas de saúde mais comuns está a dor nas costas, que deixou de ser algo eventual para se tornar uma das principais reclamações da vida moderna.

Resultado direto do sedentarismo, das longas horas em frente a computadores e celulares e também do estresse diário, esse tipo de dor ganhou tamanha proporção que já é considerado uma questão de saúde pública, atingindo diferentes perfis e idades.

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De acordo com a OMS, esse é o quadro que mais causa incapacidade em todo o mundo. “Até 80% dos adultos terão dor nas costas pelo menos uma vez na vida”, ressalta a entidade.

Arnica: os efeitos da planta no alívio da dor nas costas

Nesse contexto, surgem diferentes soluções que buscam trazer melhora sem recorrer de imediato a remédios convencionais. Entre elas, ganha destaque uma planta bastante reconhecida na medicina natural: a arnica.

Pesquisadores que assinam o trabalho “Ensaios clínicos, possíveis mecanismos e efeitos adversos da arnica como medicação complementar para o tratamento da dor” concluíram que sua utilização diretamente sobre a região dolorida apresenta:

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“Atividade comparável à de medicamentos convencionais no manejo da dor em diferentes condições médicas”. Eles também observam que o uso da arnica costuma gerar menos efeitos colaterais e ainda apresenta custo mais acessível.

Recomendações de uso

A aplicação pode ser feita de duas a três vezes ao dia, sempre de forma externa (massageada na pele). Já o consumo oral não é recomendado, pois pode causar toxicidade cardíaca, segundo especialistas.

Além disso, Mercedes Iannino, médica ortopedista e traumatologista do Hospital Vélez Sarsfield, em entrevista divulgada pelo O Globo, alerta para que não seja usada por crianças menores de 12 anos, gestantes ou mulheres em fase de amamentação.

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