As imagens inéditas e depoimentos de acusações contra P. Diddy, suspeito de tráfico sexual

Acusações de estupro, tráfico sexual e agressões culminaram em um dos maiores escândalos da indústria da música

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Rapper está preso há sete meses, com julgamento marcado para o dia 5 de maio (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Recentemente, Sean Combs, também conhecido como Puff Daddy ou P. Diddy, assistiu ao próprio império desmoronar. Acusações graves de tráfico sexual, agressão e estupro contra o magnata da música e símbolo do rap nos anos 1990 foram combustíveis para um dos maiores escândalos do entretenimento. Agora, um documentário com imagens inéditas, depoimentos de vítimas, funcionários e ex-parceiras do cantor promete trazer tudo à tona novamente. As informações são do g1.

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“Diddy: Como Nasce um Bad Boy” já pode ser assistido no GloboPlay. O documentário também será exibido nesta segunda-feira (14), às 23h45min (horário de Brasília), no GNT.

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Mais de 100 pessoas já relataram abusos cometidos por P. Diddy. Entre as vítimas de estupro estão adolescentes de 13 e 17 anos. Até o momento, a defesa do rapper nega todas as acusações.

Quem é P. Diddy?

Diddy foi preso em setembro do ano passado, ou seja, está detido há sete meses. Sem direito à fiança, o rapper se declarou inocente no tribunal. O julgamento será no dia 5 de maio e, caso seja condenado, o cantor pode pegar prisão perpétua.

Da infância à ascensão

O documentário passa pela infância e vai até à ascensão de Sean Combs. O pai era um gângster assassinado no Harlem, bairro de Nova York. Diddy começou a trabalhar na música cedo, tendo como primeiro emprego um estágio em uma gravadora.

No início dos anos 1990, Sean foi um dos produtores de um evento beneficente em Nova York, um jogo de basquete com celebridades como Mike Tyson. A renda adquirida seria destinada a pessoas que viviam com HIV. O episódio, no entanto, terminou mal: o evento seria para 10 mil pessoas, mas a capacidade do lugar era de 2.700. O resultado foi nove pessoas mortas e outras 27 feridas.

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Na ocasião, tanto o local do evento quanto os organizadores foram considerados responsáveis pelas mortes, segundo determinação da Justiça.

Ao contrário do que se pensava, o episódio não abalou a carreira de P. Diddy. Pelo contrário, o rapper criou a própria gravadora, a Bad Boy Entertainment, e produziu artistas como Usher e Mary J. Blige. Na década de 1990, ele se consolidou como um ícone da cultura pop e acumulou uma fortuna milionária, estimada em US$ 40 milhões (cerca de R$ 235 milhões).

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Foi então que apareceram as primeiras denúncias. O documentário revela que o comportamento violento de Diddy estava longe de ser um segredo nos bastidores da música. Ex-funcionários contam que o cantor agia com agressividade e usava o medo como forma de comando.

Um dos vídeos inéditos que aparecem no documentário mostra um ex-funcionário que conviveu com o rapper por 30 anos. No registro, ele diz: “Esse cara é muito violento. Ele pensava que, se as pessoas o temessem, iriam respeitá-lo”.

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As festas milionárias: drogas, orgias e tráfico sexual

A maior polêmica envolvendo Diddy após as denúncias “estourarem” no ano passado, são as festas milionárias que o rapper promovia no auge da fama. Celebridades como Beyoncé, Will Smith, Leonardo DiCaprio e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, frequentavam a mansão do cantor em Hamptons.

As festas tinham um lado sombrio, que envolvia drogas, orgias e tráfico sexual. Uma advogada alega ter reunido provas de crimes graves cometidos durante os eventos.

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Uma das vítimas que aceitou ceder um relato ao documentário diz que foi brutalmente violentada e ameaçada por Diddy: “Consegui fugir, mas ainda tenho pesadelos”. Ela falou sob anonimato.

Em 2005, Sean começou um relacionamento com Cassie Ventura, enquanto ainda estava com Kim Porter, mãe dos filhos dele. Kim morreu em 2008, vítima de pneumonia. A partir daí, o controle de Diddy sobre Cassie foi intensificado, de acordo com testemunhas. Atualmente, ela está entre as principais testemunhas do processo judicial.

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Em um dos vídeos, que inclusive circulou pelas redes sociais, Diddy aparece agredindo a socos e pontapés a então namorada. Eles estavam em um hotel e as imagens captadas por câmeras de segurança só vieram a público no ano passado. A agressão aconteceu em 2016, em Los Angeles (LA).

A modelo acusa o ex-namorado de violência física e psicológica, além de abuso sexual e controle total sobre a vida dela. Cassie relata que era obrigada a manter relações com garotos de programa e a usar drogas fornecidas por Diddy.

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— Trata-se da figura mais poderosa na indústria da música e uma das pessoas mais poderosas nos Estados Unidos. Então, este é um caso de enorme proporção — afirma a advogada Lisa Bloom, que representa uma das mulheres que acusam Diddy.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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