O aumento no consumo de suplementos naturais levou autoridades europeias a revisar a segurança de alguns ingredientes populares. 

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Entre eles está a ashwagandha, planta frequentemente associada à redução do estresse e à melhora do bem-estar.

A Dinamarca proibiu a venda de produtos que contenham a substância, o que acelerou o debate no bloco europeu. Em Portugal, órgãos de vigilância acompanham o processo e aguardam uma decisão conjunta da União Europeia.

Questionamentos sobre segurança

Pesquisas indicam que a ashwagandha pode afetar a saúde reprodutiva, com risco de aborto, além de interferir no sistema endócrino e no fígado. Esses possíveis riscos motivaram o alerta enviado à Comissão Europeia.

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A Direção-Geral da Saúde informou que a planta foi sinalizada por potenciais efeitos adversos, incluindo impactos hormonais e hepáticos. A comunicação reforça a necessidade de avaliação técnica detalhada antes de qualquer liberação ampla.

Especialistas chamam atenção para outro ponto relevante. Muitos suplementos são consumidos sem orientação médica, o que pode aumentar o risco de reações indesejadas, especialmente em uso contínuo.

Análise coordenada na Europa

A revisão está sendo conduzida em parceria com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). O objetivo é definir se a planta pode ser considerada segura para uso em alimentos e suplementos.

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Serão avaliados dados sobre toxicidade, efeitos em órgãos e impactos reprodutivos. Também entram na análise informações sobre padrões de consumo, como dose média ingerida e frequência de uso.

Com base nesses dados, a União Europeia poderá estabelecer critérios uniformes para todos os Estados-membros. A decisão deve orientar regras claras sobre comercialização.

Possíveis impactos em Portugal

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde estuda medidas preventivas enquanto aguarda a conclusão europeia. Dependendo do resultado, podem ser definidas restrições ou normas específicas para o uso da substância.

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Qualquer deliberação adotada no âmbito europeu terá aplicação direta no mercado português. A intenção é reduzir riscos associados ao consumo prolongado ou excessivo.

Situação no Brasil

No Brasil, a comercialização de ashwagandha como suplemento industrializado é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, conforme a resolução RDC nº 3.669 de 2022, devido à ausência de registro e controle de qualidade.

Por outro lado, o uso é permitido em fórmulas manipuladas, desde que haja prescrição de profissional habilitado.

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Por Vitoria Estrela