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Ataque trágico

Ataque de pitbull mata cachorrinha e deixa mulher com o pulso quebrado em Blumenau

O caso ocorreu no bairro Vila Nova. A vítima pretende responsabilizar os donos do cachorro, que não foram localizados

24/11/2021 - 18h44

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Gabriela
Por Gabriela Figueiredo
A moradora foi atacada quando tentou salvar a cachorrinha do pitbull
A moradora foi atacada quando tentou salvar a cachorrinha do pitbull
(Foto: )

Uma mulher de 42 anos e seus dois cachorros foram atacados por um pitbull enquanto passeavam no bairro Vila Nova, em Blumenau, no Vale do Itajaí. Claudia Di Pierri passeava todos os dias com sua filha de 9 anos com os cachorros, Ariel e Jukinha. Na noite de sábado (20), ela deixou a filha em casa e saiu com os pets, quando foi encurralada por um cachorro que matou Ariel e quebrou dois ossos de seu pulso.

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Em conversa com a reportagem, a vítima conta que foi passear com os cachorros, quando o pitbull, que é dos vizinhos e estava solto, foi para cima dela. Nesse momento, ela pegou os dois animais no colo, mas o cachorro conseguiu morder e puxar Ariel. Ela estava próxima de um muro baixo, e jogou Jukinha para o outro lado na tentativa de salvá-lo.

— Quando joguei o Jukinha para o outro lado do muro, fui para salvar a outra. Peguei a Ariel da boca do cachorro e foi aí que ela me atacou, perfurou a mão e quebrou dois ossos do meu pulso. Quando joguei a Ariel pelo muro, ela ainda estava com vida, mas aí ele pulou o muro e atacou a Ariel — Relembra Claudia.

Claudia conta que encontrou Ariel dilacerada e Jukinha escondido. No momento, ela descreve que a mão dela estava “praticamente pendurada”, então com a ajuda de um vizinho, ela fez um Boletim de Ocorrência.

Ariel (à esquerda) morta no ataque, já Jukinha (à direita) conseguiu se esconder
Ariel (à esquerda) morta no ataque, já Jukinha (à direita) conseguiu se esconder
(Foto: )

Traumatizada, Claudia conta que tem crises de pânico frequentes após o ataque e que precisou de acompanhamento psicológico. A moradora se diz aliviada pela filha, que apenas naquele dia não a acompanhou.

— Tenho uma filha de 9 anos, ela sempre vai comigo. Naquele dia a gente estava muito cansada, dei janta e deixei ela assistindo tevê, e disse: em dois minutos a mamãe volta. Se ela tivesse comigo, não sei o que eu ia acontecer, foi só por Deus — fala.

Polícia já identificou o dono

De acordo com Claudia, ataques do mesmo animal já haviam sido registrados na rua, mas nenhum tão grave. Ela conta que não conhece os tutores do pitbull, mas sabe que alugam a casa vizinha. A moradora fala que pretende seguir em frente com um processo judicial e responsabilizar os donos do cachorro.

— Poderia ter sido uma criança, um idoso. Eu vou até o fim pela minha cachorra e pelos meus vizinhos. A rua sempre estava cheia de crianças, agora tá todo mundo trancado em casa, ninguém sai.

Segundo ela, síndico e outros moradores já deixaram cartas e tentaram localizar os vizinhos, mas sem sucesso. 

Já de acordo com a Polícia Civil, os envolvidos serão ouvidos para um procedimento contra o dono do animal ser instaurado. O responsável pelo cão já foi identificado. Segundo o delegado responsável pelo caso, Douglas Barroco, deixar solto um animal considerado bravo é crime de contravenção.

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