Um ataque hacker derrubou o sistema da Brandili, uma gigante têxtil de Santa Catarina com sede administrativa em Blumenau e fábrica em Apiúna. Funcionários relatam que, desde quarta-feira (22), as operações estão comprometidas, pois não é possível usar a rede e nem a internet da empresa.
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Quem tinha banco de horas estaria folgando, já que não há muito o que ser feito até o problema ser solucionado. Outros estariam atuando em home office, mas executando atividades que não precisam da rede da Brandili e, sim, aquelas que usam apenas a internet pessoal da casa dos trabalhadores.
Mensagens internas entre colaboradores apontam que a equipe de Tecnologia da Informação (TI) está restabelecendo aos poucos o sistema, mas ainda teria instabilidade no servidor e na internet. Uma delas diz que apenas máquinas liberadas pela TI podem trabalhar de casa, mas fora da rede.
“Para não comprometer as atividades, será necessário que todos continuem trabalhando em home office até que a situação seja normalizada”, cita um dos textos.
Nos bastidores, a informação é de que os criminosos teriam exigido 5 milhões de dólares para interromper o ataque, que supostamente teria comprometido arquivos da gigante têxtil de SC. Procurada pela reportagem, a empresa disse que não vai se manifestar.
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A Brandili faturou R$ 340 milhões em 2024 e projetava alcançar R$ 380 milhões em 2025. Para 2026, mira bater os R$ 450 milhões. Além da fábrica em Apiúna e da sede em Blumenau, a empresa tem outra unidade em Rodeio (malharia). São cerca de 1,1 mil funcionários.
A empresa é uma das principais fabricantes de moda infantil no Brasil, produzindo mais de 15 milhões de peças por ano.







