nsc

publicidade

Mental

Atendimento psicológico a policial militar catarinense é insuficiente 

Corporação realiza avaliação apenas para ingresso, mas não existem exames periódicos da tropa

16/09/2019 - 12h50 - Atualizada em: 16/09/2019 - 15h06

Compartilhe

Redação
Por Redação DC
Em SC não existem exames periódicos em toda a tropa
(Foto: )

São 14 psicólogos para atendimento a uma tropa de 10,3 mil policiais. Esta é a realidade do serviço de psicologia e assistência social da Polícia Militar de Santa Catarina. As informações são da jornalista Ana Carolina Raimundi, do Fantástico.

— Fica difícil dar conta da demanda de serviço — explicou o major Diego Remor, chefe da Divisão de Psicologia da PM de SC, ao lembrar que existe uma demanda, com fila de espera de atendimento, em outras unidades da corporação no Estado.

Todas as Polícias Militares realizam alguma avaliação psicológica para ingresso nas corporações, porém apenas Minas Gerais e Rio Grande do Sul promovem exames periódicos em toda a tropa.

Santa Catarina testemunhou dois casos emblemáticos de descontrole psicológico de policiais. Em 18 de março de 1986, há 25 anos, o soldado Silvio Pereira sob efeito de álcool e antidepressivo invadiu os estúdios da TV Cultura, no alto do Morro da Cruz, em Florianópolis, durante apresentação do programa Terceiro Tempo, comandado por Roberto Alves.

— Não aguento mais a pressão — repetia o soldado, com dois revólveres nas mãos e um terceiro na cintura. Ele alegava está endividado o que levou tomar a atitude de invadir o estúdio. Ele foi detido ainda durante o programa e foi expulso da PM.

Soldado Silvio no momento que invadiu o estúdio da tv
Soldado Silvio no momento que invadiu o estúdio da tv
(Foto: )

Outro caso ocorreu 25 anos depois, em 18 de março de 2011, na cidade de Joinville, quando o soldado Mário Caspechén efetuou disparou dois tiros contra o chão e foi além. Chegou a oferecer que um adolescente segurasse a arma de fogo, para em seguida começar a se despir, na rua mesmo. “Vou tirar a farda aqui também que eu não quero mais receber um salário miserável da polícia para não ganhar, para aguentar desaforo”, disse.

Caspechén está aposentado da PM, mas carrega mágoa pelo não apoio recebido, à época, da corporação

— Não me ajudou em nada, só discriminação — afirmou ele ao Fantástico. O caso do soldado motivou a PM catarinense a criar um serviço de psicologia e assistência social.

Segundo a reportagem, com dados informados por 15 Estados, 16.026 policiais militares foram afastados por problemas psiquiátricos. Santa Catarina não forneceu informações ao Fantástico.

Deixe seu comentário:

publicidade