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Hipismo

Atleta de Joinville vai representar o Brasil em sul-americano de hipismo  

A amazona Luana Bertão de Oliveira descobriu o esporte de forma inusitada e projeta competição no Paraguai

24/08/2019 - 08h05

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
Aos 12 anos, Luana alcançou um dos mais altos títulos de sua categoria
(Foto: )

Morar em Joinville significou uma mudança completa na vida da família de Mônica Prata Bertão e João Augusto de Oliveira, que não se resumiu apenas à adaptação à cidade. Vindos do Rio de Janeiro há cerca de 10 anos, foi em solo catarinense que as filhas do casal, Luana Bertão de Oliveira e Luma Bertão de Oliveira, se apaixonaram pelo hipismo.

Aos 12 anos, Luana alcançou um dos mais altos títulos de sua categoria e está entre os atletas que irão representar o Brasil no Sul-Americano de Hipismo, entre os dias 16 e 22 de setembro no Paraguai. Essa é a primeira vez que uma das irmãs sai do país para competir.

Na história da família, as frutas não caíram longe do pé: a irmã mais velha, Luma (14), também coleciona medalhas em diversas competições. No fim das contas, a família inteira se encantou e até os pais se envolveram com a modalidade: a mãe, a advogada Mônica, com os cuidados com os cavalos; e o pai, o comandante de navio João Augusto, já fez até curso para jurado de hipismo.

– É um esporte fundamental para mim. Não consigo viver sem, não consigo mais parar. É como uma terapia. Eu me sinto bem, relaxada – conta Luana.

Início por meio de um panfleto

A competição será em setembro no Paraguai
A competição será em setembro no Paraguai
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Tudo começou com um simples panfleto entregue em um shopping. Morando há pouco tempo em Joinville, em 2009, eles faziam um passeio em família quando viram, no panfleto, a divulgação de aulas de hipismo. Na foto, uma menina montada em um cavalo e saltava barreiras, o que fez brilhar os olhos de Luana, que tinha três anos, e de Luma, cinco. De lá para cá, as meninas nunca mais deixaram o esporte.

Como não havia atingido a idade mínima, Luana teve de esperar cerca de dois anos para iniciar as aulas. A rotina de Luana consiste em conciliar os estudos aos treinos, à alimentação e aos cuidados com a Baviera Itapoã – a égua que é a grande dupla de Luana. Mais velha do que a atleta, aos 17 anos, Baviera também acumula premiações. Ela já foi campeã e vice brasileira por diversas vezes, além de já ter conquistado títulos junto à Luma em outras competições nacionais, quando pertencia à irmã.

– O resultado do trabalho em equipe, e dos profissionais envolvidos, aparece na pista. E, além de você, o cavalo também é um atleta. O título é sempre em conjunto – conta Luma.

Para ser classificada, Luana, que é atleta de alto rendimento na categoria pré-mirim, participou de duas seletivas, além do Brasileiro deste ano. A primeira foi realizada em Curitiba e a segunda em São Paulo, quando ficou entre as 10 do país.

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