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    Polêmica

    Ator do Porta dos Fundos é alvo de críticas e protestos por interpretar transexual em peça  

    Luis Lobianco estava apresentando "Gisberta", peça baseada na vida de uma transexual brasileira  assassinada em Portugal, quando foi alvo de manifestações

    12/01/2018 - 05h55 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h24

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    Por Redação NSC

    Conhecido por participar de vídeos do canal Porta dos Fundos, Luis Lobianco está sendo criticado pela peça que encena em Belo Horizonte (MG). Gisberta conta a história de uma transexual brasileira que foi assassinada em Portugal em 2006. Luis protagoniza a peça e, por isso, foi alvo de reclamações.

    O Movimento Nacional de Artistas Trans e o Coletivo T são dois dos que se manifestaram na internet. Na abertura da temporada do espetáculo, que ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, também houve protestos, mas presenciais. A queixa é pela falta de representatividade no cenário artístico.

    — Lutamos pela humanização dos nossos corpos e identidades e pela naturalização das nossas presenças nos mais diversos espaços da sociedade — diz manifesto escrito pela atriz e travesti Renata Carvalho, com o grupo do qual faz parte, o Coletivo T. O posicionamento do coletivo foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo.

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    Luis afirmou em post no Facebook que foi contatado por outro coletivo também: — Fui contactado por uma representante do grupo Transvest, de BH, com o intuito de dialogar representatividade e empregabilidade. Por que uma peça que fala sobre a marginalidade que a sociedade impõe às pessoas trans não tem nenhum T em sua equipe? Acho a provocação muito pertinente e um ponto de partida para discutirmos a profissionalização dessas pessoas — relata.

    No entanto, o ator diz também ter ficado chateado com ataques pessoais e comparações com a prática do blackface: — O que não cabe mesmo é a comparação com o “blackface” por respeito a outros movimentos e à simbologia desta prática. Para todas as outras questões vamos precisar de muito tempo pra entender. O teatro é milenar e esse questionamento só chegou na classe teatral recentemente. Não é uma matemática. Não tem uma resposta só. Vamos ter que fazer muitas peças e conversar muito pra entende.

    Luis continua o desabafo:

    — Como ator assumidamente gay e realizando trabalhos com LGBTs me senti apto a contar essa história. Por uma questão de escolhas dramatúrgicas, a pesquisa caminhou para que eu não interpretasse a Gisberta como personagem da peça. Para tratar de sua ausência criamos um mosaico de personagens fictícios e reais que observam o seu lugar de fala e nunca o assumem.

    O ator finaliza:

    — Estou exausto. Questionando se levo adiante futuros projetos com essa temática.

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