Quem busca o interior do Estado para um passeio calmo certamente encontra no Alto Vale uma sombra para descansar ou um roteiro cultural – com iguarias típicas da herança de colonizadores alemães e italianos -, mas outro movimento que tem ganhado destaque nos últimos anos é o turismo de aventura.

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:: Região Caminhos do Alto Vale une 28 municípios com foco no turismo

Para quem prefere um passeio radical há opções nas cidades de Lontras, Rio do Sul e principalmente Ibirama, onde há um roteiro de aventura com rapel e rafting. Uma dica de destino para quem busca a sensação de frio na barriga é a Cachoeira da Magia, em Rio do Sul. Rubens Fronza construiu o local ao lado da queda d?água. Além da paisagem apreciada pelos turistas, no local é possível andar na tirolesa e pular em um pêndulo. O proprietário conta que o ponto é destino para turistas o ano inteiro e que mesmo nos finais de semana mais gelados de inverno há público.

No site www.caminhosdoaltovale.com.br, que entrou no ar antes mesmo da confirmação da criação oficial da região – a página existe desde 2014 -, já existem alguns roteiros de aventura. A página aos poucos está sendo atualizada com novos destinos. A ferramenta tem conquistado cliques e uma boa fonte de busca para turistas que vêm de longe para conhecer o Alto Vale.

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Se você for, eu vou!

Pamyle Brugnago, repórter

Desde pequena sou movida a desafios. Aliás, foi assim que tive que aprender a conviver com um dente de leite preto após dar de frente com uma pilastra depois que um amiguinho, recém-conhecido em um churrasco qualquer, me chamou para brincar de pega-pega.

Foi assim também quando fui no assustador Trem Fantasma quando tinha uns cinco anos de idade e encarei bonecos terríveis, vento e escuro – logo eu que dormia com um abajur ligado. Foi assim que topei imediatamente quando o colega e repórter-fotográfico Patrick Rodrigues me desafiou a pular no balanço em Rio do Sul.

– Se você for, eu vou! – me disse imaginando que eu, de salto alto, fosse dar uma desculpa qualquer e partir para a outra entrevista no Alto Vale. Mas ele não conhecia as minhas peripécias infantis e confesso que surpreendi o aventureiro colega e repórter-voador do Santa.

Se fiquei em pânico? Fiquei! Se realmente pulei? Não lembro o momento exato, pois dizem que estava atônita. Creio que se fechar os olhos ainda lembro da sensação da queda livre e, depois, do balançar infinito.

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Mudar comportamento da comunidade é o grande desafio

Envolver a comunidade e os moradores do Alto Vale nesta sinergia é um passo importante para atrair turistas, explica Fabiana Dickmann, assessora do Colegiado de Turismo da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi). Ela ressalta que ainda é preciso atualizar os roteiros da região, apresentá-los aos moradores e principalmente criar a cultura de turismo nas pessoas.

– Eles precisam saber o que tem e apresentar ao turista, mas aos poucos vamos conseguir apresentar esta identidade da região para que as pessoas se reconheçam, se identifiquem – salienta, ao citar que o primeiro passo já foi dado com a primeira edição da Expotur Caminhos do Alto Vale.

O evento, com 23 estandes, ocorreu no último fim de semana de julho e recebeu 1,5 mil visitantes em Rio do Sul. A feira reuniu produtos turísticos e produtores em palestras com cases de sucesso e a nova identidade visual da região turística, além da troca de experiência no contato direto com os produtos rurais e com os empresários do ramo.

O presidente da Santur, Valdir Walendowsky, ressalta que a consolidação do nome e a divulgação de roteiros turísticos são de extrema importância para a consolidação da nova região:

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– O importante é que as cidades estejam organizadas, tem que fazer uma promoção deste destino regional, no inverno ou no verão. Este é o grande negócio, o verão tem que ser aproveitado com o fluxo de pessoas que vêm, mas por isso a região tem que se promover. Criar o destino, fortalecer o nome – ressalta, ao dar como exemplo a Festa Pomerana que mesmo fora da rota das praias é destino certo do turista no mês de janeiro.

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