O aumento recente de casos de varicela, também conhecida como catapora, preocupa as autoridades de Papanduva, cidade do Planalto Norte catarinense. Embora a maioria das ocorrências apresente evolução leve, a doença é altamente contagiosa e pode causar complicações.
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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões na pele ou por meio de gotículas respiratórias. Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar e o surgimento de bolhas avermelhadas na pele que causam coceira.
Quais as orientações
A orientação é que pessoas com sinais suspeitos evitem contato com outras pessoas e procurem atendimento na unidade de saúde mais próxima para avaliação. Crianças doentes devem permanecer afastadas da escola e da creche até liberação médica.
A secretaria também recomenda medidas preventivas como higienizar frequentemente as mãos com água e sabão, não compartilhar objetos pessoais (toalhas, roupas e utensílios) e manter os ambientes bem ventilados.
“A colaboração da comunidade é essencial neste momento. Seguir as orientações das equipes de saúde ajuda a evitar a propagação da doença e protege principalmente crianças, gestantes e pessoas com a imunidade mais baixa”, afirma a pasta.
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O que provoca a catapora
Segundo o infectologista Claudilson Bastos, essa é uma doença causada pelo vírus Varicela-Zoster, que tem um período de incubação de cerca de duas semanas. Dessa maneira, isso contribui para que os casos de catapora surjam mais frequentemente na transição do inverno para a primavera.
A catapora é uma doença comum entre crianças. Quando acomete um adulto, tem potencial mais grave e taxa de letalidade de 15 a 40 vezes maior que a verificada em crianças saudáveis, de acordo com o Centro de Informação em Saúde para Viajantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para prevenir o aumento desses casos, o infectologista recomenda a vacina contra a varicela que está disponível nas redes pública e privada de saúde. O esquema de vacinação é feito em duas doses no intervalo de três meses.
Ainda segundo o especialista, a imunização contra a catapora deve acontecer mesmo sem período de surto da doença, com recomendação da primeira dose a partir dos 12 meses de idade e, a segunda dose, três meses depois. O imunizante apresenta eficiência acima de 90%.
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