A Polícia Civil divulgou dados que expõem o aumento nos assaltos em Navegantes na última semana. De março para abril, o número de ocorrências disparou de dois casos ao mês para 12, ou seja, seis vezes mais. E, até este mês de maio, há uma média quase um caso por dia.

Continua depois da publicidade

Desde janeiro, a cidade litorânea registrou 26 assaltos no total.

O delegado Ícaro Malveira, em entrevista à Patrícia Silveira, apresentadora do Jornal do Almoço da NSC TV, afirma que os principais alvos dos assaltantes são mulheres, que estão sozinhas à noite, com o objetivo de roubar o celular. Os pedestres e ciclistas, em geral, também são as vítimas em destaques, especialmente no período da noite.

Os criminosos agem com ameaças, muitas vezes com uma faca ou simulando estarem armados. Além disso, a falta de iluminação em alguns pontos da orla e as áreas em que a restinga é maior facilitam a ação dos assaltantes, explica a polícia. Porém, para cortar a restinga, a prefeitura de Navegantes precisa de uma autorização do Ministério Público Federal e, enquanto isso não acontece, outras ações são planejadas.

— Nós conversamos com todas as secretarias envolvidas para que no dia 30 de maio nós façamos um grande mutirão de limpeza da nossa restinga. Estamos também tratando com o Instituto Ambiental de Navegantes e o Instituto do Meio Ambiente do Estado antecipando para um possível manejo dessa restinga — afirma o prefeito Ricardo Ventura.

Continua depois da publicidade

Em janeiro, foram registrados três assaltos. Em fevereiro, cinco. Aconteceram dois casos em março. Em abril, os números disparam para 12. Nos cinco primeiros dias de maio foram quatro ocorrências, segundo a Polícia Civil. Os bairros com maior número de casos são o Centro, Gravatá, Machados e Meia Praia.

Caso mais recente foi na noite desta quinta-feira

O caso mais recente aconteceu na noite desta quinta-feira (7) no bairro São Pedro. Dois homens foram presos pela Polícia Militar por roubo. A vítima havia marcado um encontro para vender um celular quando foi surpreendida pelos suspeitos, que usaram uma faca para ameaçar e roubar os dois celulares, o aparelho pessoal da vítima e o outro que ela tentava vender.

Eles fugiram do local, mas a vítima os perseguiu e chegou a ter uma luta corporal contra eles para recuperar os celulares. Os homens foram contidos pelos moradores e pessoas que passavam pelo local no momento até a chegada da Polícia Militar.

De acordo com a PM, os envolvidos tinham ferimentos leves e foram avaliados por uma equipe do Samu ainda no local. Nenhum precisou ser encaminhado ao hospital. Os dois homens foram presos em flagrante e conduzidos à Central de Plantão Policial de Itajaí.

Continua depois da publicidade

Quem são os criminosos foragidos mais procurados de SC

Investigações da Polícia Civil

Além de investigar o aumento exponente dos assaltos, a Polícia Civil também investiga a morte do casal José Cândido Ribeiro Júnior, de 71 anos, e Thelma Barth Ribeiro, de 67 anos. O caso aconteceu na madrugada do dia 9 de abril, uma quinta-feira, no bairro Meia Praia.

O NSC Total apurou que o casal foi agredido dentro do próprio apartamento de veraneio, no primeiro andar, por um homem que invadiu o imóvel pela sacada. A Polícia Civil constatou que o casal notou a presença do invasor. Ativos, os idosos teriam tentado se defender do criminoso e uma briga começou. O barulho de objetos quebrando e gritos de socorro da mulher foram ouvidos pelas únicas duas testemunhas do episódio, que eram vizinhas do prédio.

No local, os agentes encontraram um vaso de porcelana quebrado e a mesa virada. O pé dela teria sido usado para agredir os moradores na cabeça. Com a paulada, ambos caíram e o bandido continuou dentro do apartamento. As testemunhas relataram que ele só saiu correndo quando ouviu a chegada da Polícia Militar. O suspeito ainda não foi encontrado e a polícia trata o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Os militares encontraram Thelma já sem vida e o marido dela gravemente ferido. José, que era médico aposentado, ficou internado no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. O casal morava em Curitiba, mas viajavam com frequência ao Litoral de Santa Catarina por conta da família.

Continua depois da publicidade