O Ministério da Fazenda deu o primeiro passo para uma mudança estrutural na forma como o brasileiro se relaciona com o Fisco. A meta agora é consolidar a automação total do Imposto de Renda, substituindo o tradicional preenchimento manual por um sistema de simples conferência.
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A iniciativa, coordenada junto à Receita Federal, pretende utilizar o avanço tecnológico para desonerar o cidadão da burocracia, aumentando, ao mesmo tempo, a exatidão dos dados arrecadados.
A estratégia do “Clique e Valide”
O pilar central dessa transformação é a expansão da declaração pré-preenchida, com a projeção de que o modelo alcance 60% dos contribuintes em breve. Através da integração via Open Finance e notas fiscais eletrônicas, o sistema deve reunir automaticamente informações empresariais, financeiras e de despesas médicas.
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o avanço significa tornar o Estado mais funcional.
— Uma das marcas da minha gestão no MF é pedir e exigir da nossa burocracia que a gente tenha um Estado mais leve e funcional. Para isso precisamos de um Estado que tenha condições de atuar com eficiência — afirmou.
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Segundo a Fazenda, como o Brasil já possui um ambiente altamente informatizado, o papel do contribuinte será apenas validar o que o sistema já sabe, eliminando o esforço de digitar cada rendimento ou dedução no Imposto de Renda.
Barreiras para a automação total
Embora o plano seja extinguir o envio manual gradualmente, a Receita Federal mantém a cautela. Existem desafios técnicos e jurídicos que impedem a automação 100% livre de falhas no curto prazo. Por depender de dados fornecidos por terceiros (como clínicas e bancos), o órgão ainda recomenda uma verificação minuciosa por parte do cidadão antes do envio final. O objetivo, no entanto, é transformar o Brasil em uma referência global de inovação tributária, reduzindo a burocracia que hoje trava a economia.
Mudanças no seu bolso: o passo a passo da nova economia
*Com edição de Luiz Daudt Junior.









