Autor das explosões em Brasília participou de ato de hostilidade a ministro do STF em SC

Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tio França, morava em Rio do Sul e era dono de carro que explodiu em Brasília

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Francisco Wanderley Luiz teria participado de ato que hostilizou Barroso em 2022 em SC (Foto: Reprodução TSE, Arquivo NSC Total)

O autor das explosões na Praça dos Três Poderes, que morreu após o atentado na noite desta quarta-feira (13), participou de um protesto em que os participantes hostilizaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, em Porto Belo, no litoral de Santa Catarina. O caso ocorreu em novembro de 2022. Na ocasião, o magistrado precisou ser escoltado para sair em segurança do restaurante que estava.

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Francisco Wanderley Luiz, o Tio França, que morreu nesta quarta-feira após promover explosões nos prédios dos poderes, em Brasília, foi um dos participantes daquele ato contra o ministro do STF. A informação foi confirmada pelo irmão, Rogério Luiz, o Ruja.

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O irmão contou que Francisco não tinha perfil de pessoa violenta, mas nos últimos anos passou a se concentrar muito em política. Também afirma que não tinha conhecimento com explosivos. Rogério narra o episódio em que o irmão admitiu ter participado do ato que hostilizou Barroso porque ao descrever o caso, Francisco teria usado palavras fortes. Ele comentou que esteve lá com Barroso e disse algo como “tem que explodir tudo mesmo”. Me assustou, mas jamais imaginávamos algo assim – afirmou.

Francisco tinha 59 anos e trabalhava como chaveiro. No passado, foi sócio de casas noturnas de Rio do Sul. O autor das explosões tinha sete irmãos, dois já falecidos. Era pai de dois filhos e tinha um enteado, que também trabalhava como chaveiro nos últimos meses.

Segundo o irmão, faz cerca de três meses que Francisco deixou Rio do Sul, no Alto Vale, cidade onde morava. Segundo mensagens trocadas com uma irmã, ele teria viajado para o Chile e para Minas Gerais antes de chegar a Brasília. A família desconhecia o fato de que ele tinha alugado um imóvel em Ceilândia (DF), cidade vizinha a Brasília. No imóvel, foram encontrados explosivos durante uma busca da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14).

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