Doença é causada por parasita microscópico transmitido por água ou alimentos contaminados, mas autoridades ainda tentam localizar a origem do surto (Foto: Artem Podrez / Pexels)
Um parasita intestinal, responsavel pela ciclosporíase, infectou mais de 400 pessoas nos Estados Unidos, enquanto autoridades tentam descobrir qual alimento espalhou a doença. O número real de casos pode ser ainda maior, enquanto o vetor da transmissão permanece desconhecido.
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O alerta divulgado pelo CDC envolve pacientes de Michigan, Ohio, Virgínia Ocidental e Kentucky. Até agora, nenhum produto foi confirmado como origem do surto. As pessoas ligadas à investigação começaram a apresentar sintomas em 22 de junho.
Informações sobre a ciclosporíase
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A ciclosporíase é causada pela Cyclospora cayetanensis, parasita microscópico que infecta o intestino delgado (Foto: CDC/DPDx – Melanie Moser / Wikimedia Commons / Imagem Editada)
O parasita chega ao organismo por água ou alimentos contaminados e se desenvolve nas células do intestino delgado (Foto: Sonia Almeria, Hediye N. Cinar e Jitender P. Dubey / Wikimedia Commons / Imagem Editada)
Surtos de ciclosporíase já foram associados a vegetais, ervas e frutas frescas consumidos sem cozimento (Foto: MART PRODUCTION / Pexels)
Cólicas, inchaço, gases e náusea podem acompanhar a diarreia aquosa provocada pela infecção (Foto: Kindel Media / Pexels)
A fadiga pode continuar mesmo após a melhora dos sintomas intestinais, enquanto a diarreia pode desaparecer e retornar (Foto: Pavel Danilyuk / Pexels)
A reposição de líquidos ajuda a evitar a desidratação causada por episódios prolongados ou frequentes de diarreia (Foto: Engin Akyurt / Pexels)
Quadros graves, perda intensa de líquidos ou piora do estado geral podem exigir atendimento hospitalar (Foto: Yaroslav Shuraev / Pexels)
Lavar as mãos antes e depois de preparar alimentos crus reduz o risco de diferentes infecções transmitidas pela comida (Foto: Kaboompics.com / Pexels)
Frutas e verduras precisam ser lavadas mesmo quando a embalagem informa que o produto já passou por higienização (Foto: Polina Zimmerman / Pexels)
Produtos cortados, descascados ou cozidos devem ir para a geladeira em até duas horas após o preparo (Foto: Max Vakhtbovych / Pexels)
O cozimento adequado mata a Cyclospora, mas não protege alimentos frescos que serão ingeridos crus (Foto: Jul Droo / Pexels)
O diagnóstico pode exigir testes específicos de fezes, enquanto o tratamento de escolha combina trimetoprima e sulfametoxazol sob prescrição médica (Foto: cottonbro studio / Pexels)
Causa do surto
A doença investigada é a ciclosporíase, uma infecção do intestino delgado causada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis. A contaminação ocorre pela ingestão de água ou alimentos com o microrganismo.
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A principal suspeita recai sobre algum alimento infectado consumido por diferentes pacientes. Porém, o mistério recai sobre o fato de que as autoridades sanitárias não fazem ideia de qual alimento está contaminado e de onde as infecções surgiram.
Agentes de saúde mobilizaram uma força-tarefa para entrevistar os pacientes e tentar reconstruir o que cada um comeu antes de adoecer (Foto: Mikhail Nilov / Pexels)
Um fator que atrapalha a investigação é que o processo é demorado. Os sintomas costumam surgir cerca de uma semana depois da contaminação, embora o intervalo possa variar. Esse intervalo dificulta que o paciente relembre candidatos aos alimentos infectados.
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Número de casos pode ser maior
O CDC acredita que os registros confirmados representam apenas uma parte do surto. Algumas pessoas melhoram sem procurar atendimento, enquanto outras não realizam um exame capaz de detectar o parasita.
Além disso, os testes comuns de fezes nem sempre procuram especificamente a Cyclospora. Em certos casos, o médico precisa solicitar uma análise direcionada (Foto: CDC / Wikimedia Commons / Imagem Tratada)
O parasita pode aparecer em pequena quantidade ou ser eliminado de forma intedirecionada nas fezes. Dessa forma, um único resultado negativo não descarta completamente a infecção.
Os pesquisadores avaliaram 2.761 amostras e encontraram grande diversidade genética entre os parasitas. Nenhuma linhagem apareceu de forma constante em um único estado durante todo o período.
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Esse padrão sugere que os surtos podem resultar de introduções frequentes do parasita, em vez de uma única população instalada permanentemente em determinada região (Foto: Linda Bartlett / Wikimedia Commons)