Um parasita intestinal, responsavel pela ciclosporíase, infectou mais de 400 pessoas nos Estados Unidos, enquanto autoridades tentam descobrir qual alimento espalhou a doença. O número real de casos pode ser ainda maior, enquanto o vetor da transmissão permanece desconhecido.

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O alerta divulgado pelo CDC envolve pacientes de Michigan, Ohio, Virgínia Ocidental e Kentucky. Até agora, nenhum produto foi confirmado como origem do surto. As pessoas ligadas à investigação começaram a apresentar sintomas em 22 de junho. 

Informações sobre a ciclosporíase

Causa do surto

A doença investigada é a ciclosporíase, uma infecção do intestino delgado causada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis. A contaminação ocorre pela ingestão de água ou alimentos com o microrganismo.

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A principal suspeita recai sobre algum alimento infectado consumido por diferentes pacientes. Porém, o mistério recai sobre o fato de que as autoridades sanitárias não fazem ideia de qual alimento está contaminado e de onde as infecções surgiram.

Agentes de saúde mobilizaram uma força-tarefa para entrevistar os pacientes e tentar reconstruir o que cada um comeu antes de adoecer (Foto: Mikhail Nilov / Pexels)

Um fator que atrapalha a investigação é que o processo é demorado. Os sintomas costumam surgir cerca de uma semana depois da contaminação, embora o intervalo possa variar. Esse intervalo dificulta que o paciente relembre candidatos aos alimentos infectados.

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Número de casos pode ser maior

O CDC acredita que os registros confirmados representam apenas uma parte do surto. Algumas pessoas melhoram sem procurar atendimento, enquanto outras não realizam um exame capaz de detectar o parasita.

Além disso, os testes comuns de fezes nem sempre procuram especificamente a Cyclospora. Em certos casos, o médico precisa solicitar uma análise direcionada (Foto: CDC / Wikimedia Commons / Imagem Tratada)
Além disso, os testes comuns de fezes nem sempre procuram especificamente a Cyclospora. Em certos casos, o médico precisa solicitar uma análise direcionada (Foto: CDC / Wikimedia Commons / Imagem Tratada)

O parasita pode aparecer em pequena quantidade ou ser eliminado de forma intedirecionada nas fezes. Dessa forma, um único resultado negativo não descarta completamente a infecção.

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Por que tão difícil rastrear?

Um estudo publicado na revista científica Emerging Infectious Diseases analisou amostras positivas coletadas nos Estados Unidos entre 2018 e 2021.

Os pesquisadores avaliaram 2.761 amostras e encontraram grande diversidade genética entre os parasitas. Nenhuma linhagem apareceu de forma constante em um único estado durante todo o período.

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Esse padrão sugere que os surtos podem resultar de introduções frequentes do parasita, em vez de uma única população instalada permanentemente em determinada região (Foto: Linda Bartlett / Wikimedia Commons)