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    Ave oceânica aparece em Rodeio, no Vale do Itajaí, e intriga especialistas de SC

    Albatroz-de-sobrancelha-negra foi resgatado em uma plantação de arroz na pequena cidade 

    13/04/2020 - 13h26 - Atualizada em: 13/04/2020 - 13h43

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    Augusto
    Por Augusto Ittner
    É bonito o bicho, hein?
    É bonito o bicho, hein?
    (Foto: )

    Um albatroz-de-sobrancelha-negra, uma ave oceânica, apareceu em uma plantação de arroz em Rodeio, no Médio Vale do Itajaí, e intriga especialistas. O animal foi resgatado no mês passado e já está em tratamento no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM), em Florianópolis. Mas o que desperta a curiosidade dos biólogos é: afinal de contas, como o bicho foi parar a mais de 100 quilômetros da costa?

    — Não há nenhuma explicação. A Polícia Militar Ambiental conta que foi acionada por um casal de idosos que achou uma ave diferente no meio do arrozal. Se tivesse acontecido um ciclone, uma ventania muito forte, até poderia explicar o aparecimento, mas naquela semana (em metade de março) não houve nada anormal. Então não temos nenhuma informação, e talvez nem tenhamos — conta a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas, presidente da R3 Animal e coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

    Albatroz está em tratamento em Florianópolis.
    Albatroz está em tratamento em Florianópolis.
    (Foto: )

    Cristiane explica que é difícil que alguém tenha trazido a ave para a região porque o animal é grande e receber uma bicada dele não é algo muito agradável. Por conta disso os especialistas têm uma interrogação quanto ao que levou o albatroz para a cidade de Rodeio.

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    — Quando teve o Furacão Catarina, em 2003, gaivotas foram parar no interior do Estado. Mas nesse caso tinha uma explicação.

    O albatroz é jovem e foi encontrado por um casal de agricultores no pequeno município que fica a cerca de 50 quilômetros de Blumenau. Ele foi resgatado com febre, estressado, com parasitas nas fezes e penas quebradas e gastas. O animal foi medicado e já está ativo, em processo de ganho de peso, e passa também por sessões diárias de fisioterapia com a equipe da R3 Animal, entidade que gere o PMP-BS da Capital.

    Se tudo der certo, a ave deve ser solta até o fim desse mês.

    De acordo com a instituição, os albatrozes passam a maior parte da vida em mar aberto, à procura de alimentos — eles comem lulas, sardinhas e krills (animais invertebrados que são da família dos camarões). Normalmente essas aves vão para terra firma apenas para fazer ninhos e alimentar filhotes

    O albatroz

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