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    Avicultura de SC aguarda rastreamento sobre coronavírus em carne de frango na China

    Setor mantém confiança sobre os processos de qualidade utilizados para exportação dos produtos

    13/08/2020 - 15h07 - Atualizada em: 13/08/2020 - 15h41

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    Kadu
    Por Kadu Reis
    Exportação de carne de frango é parte importante da economia catarinense
    Exportação de carne de frango é parte importante da economia catarinense
    (Foto: )

    A notícia da identificação de traços do coronavírus na superfície de asas de frango exportadas para a China é recebida com cautela pelo setor em Santa Catarina. Controle de qualidade e o tempo de transporte do produto até o oriente são alguns dos argumentos da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). O gerente da entidade, Jorge Luiz de Lima, aguarda novas informações sobre o momento da possível contaminação.

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    — O processo está sendo apurado a nível governamental. Hoje tivemos uma manifestação do Embaixador da China no Brasil informando que eles precisam fazer uma apuração mais detalhada no território chinês para identificarem se isso procede e onde poderia ter ocorrido uma contaminação. Estamos atentos, mas tranquilos com nosso processo produtivo, que é auditado por mais de 150 países — pontua o gerente.

    Ouça a entrevista com Jorge Luiz de Lima, gerente da ACAV:

    A nota publicada pela prefeitura de Shenzen, na China, diz que a coleta do material foi realizada na terça-feira (11) durante uma inspeção em alimentos importados. De acordo com o comunicado, as pessoas que entraram em contato com o produto na China testar negativo para coronavírus. O tempo que leva para o produto chegar até o país é um fator que indica que a contaminação não tenha ocorrido no Brasil.

    — O que nos foi colocado pelo Ministério é que eles precisam fazer um processo de rastreabilidade, que será feito pelo Governo Chinês. A nota deles diz que outras embalagens foram testadas e não tiveram o resultado positivo. Este critério de lapso temporal é fundamental. Foi o primeiro fator que observamos. Um contêiner leva cerca de 60 dias para chegar lá. Isso contraria os estudos que apontam a impossibilidade do vírus permanecer ativo na superfície por mais de 5 ou 6 dias — argumenta Lima.

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    A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural se manifestou sobre o tema. De acordo com a pasta do Governo de SC, “não há comprovações científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma, por meio de nota oficial, que não foi notificado pelas autoridades chinesas sobre o caso. O MAPA argumenta que “segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de transmissão do vírus da COVID-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados”.

    A Cooperativa Aurora, produtora da carne de frango exportada à China, garante que até o momento não houve notificação oficial por parte das autoridades chinesas. A empresa cooperativa aguarda a manifestação para prestar esclarecimentos. A entidade também argumenta que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) não há evidências da possibilidade de transmissão do coronavírus a partir dos alimentos.

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