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Saúde pública 

Baixa procura pela vacina contra febre amarela motiva nova campanha em Santa Catarina  

Mobilização começa na próxima quarta-feira e segue até abril; Atualmente, apenas 56% do público-alvo se vacinou

18/03/2019 - 14h55

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Redação
Por Redação DC
(Foto: )

A partir da próxima quarta-feira (20) até o dia 20 de abril, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), promove a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Amarela. Nesse período, todos os moradores do Estado, a partir de nove meses de idade, devem procurar uma unidade de saúde para se vacinar contra a doença. A meta da Dive/SC era imunizar 95% do público-alvo, mas até o momento só 56% foi vacinado.

A preocupação da Secretaria de Estado da Saúde com a baixa adesão vem do Estado vizinho. Alguns casos de febre amarela já teriam sido registrado no Paraná e, no dia 7 de março, foi confirmada a primeira morte. Um homem, trabalhador da zona rural de Morretes/PR, que não havia tomado a vacina, não resistiu.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Ribeiro Bittencourt, o aparecimento de casos no Paraná significa que o vírus, que antes estava em São Paulo, está se movimentando e pode checar a Santa Catarina. As doses da vacina são gratuitas e estão disponíveis nas unidade de saúde de todo o Estado, garante a Dive/SC.

— É importante reforçar também que quem já tomou uma dose está imunizado, não é preciso fazer o reforço após 10 anos — alerta a médica infectologista da Dive/SC, Marise Mattos.

Entenda o que é a febre amarela

A febre amarela é uma doença grave que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Ela é causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito, não há transmissão de pessoa a pessoa. No Brasil, os casos de febre amarela são classificados como silvestre, não há informação de febre amarela urbana.

Ainda assim, como a população catarinense que vive na área urbana está exposta a bordas de mata, fragmentos de mata, como parques, praças arborizadas, jardins botânicos e áreas periurbanas (áreas de mata próxima das cidades), o risco dos mosquitos silvestres, Haemagogus e Sabethes, transmitirem a doença é alto.

Os principais sintomas são: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Alguns melhoram após esses sintomas iniciais. No entanto, entre 15% e 60% das pessoas que apresentam esses sintomas evoluem para a forma mais grave da doença.

Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver algumas complicações como febre alta, coloração amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Destes que apresentam sintomas mais graves, entre 20% e 50% podem morrer.

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