Há anos reconhecida como um dos principais polos de lançamentos imobiliários de alto padrão e luxo no Brasil, Balneário Camboriú vive agora uma redefinição no setor, apontando tendências recentes para um movimento inverso: a troca de imóveis na planta – as que ainda estão em fase de construção – por propriedades 100% prontas.

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Em 2025, por exemplo, segundo levantamento feito pela Felicità, empresa especializada em negociações imobiliárias do Litoral Norte, a quantidade de imóveis prontos comercializados representou 43% do total das negociações na cidade. Os dados, retirados da plataforma Órulo, aponta, ainda, que até 2024 esse percentual não ultrapassava os 15%.

Esse crescimento significativo tem feito com que a busca por unidades prontas deixe de ser apenas uma simples tendência e se torne uma realidade sustentada por um único – porém principal – denominador comum: a forte transformação do comportamento do mercado. Atrelado a isso, estão fatores como compradores cada vez mais orientados que priorizam aspectos como liquidez.

Contudo, o que ainda não muda – mesmo se tratando de imóveis prontos – é que a grande maioria dos compradores continua sendo de fora da cidade. Para se ter uma ideia, a estimativa é que apenas 13% dos novos proprietários sejam de Balneário Camboriú e o restante (87%) de outras regiões do Brasil, com imóveis de veraneio.

Veja fotos da antiga Balneário Camboriú

Impacto para as construtoras

A mudança no perfil de produto desejado em Balneário Camboriú, que tem chegado com força após mais de uma década de predominância do mercado de lançamentos, tem impactado, inclusive, na tomada de decisão de construtoras, que antes priorizavam novos projetos.

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No ano passado, a considerada Dubai brasileira vivenciou uma redução significativa de 27% na quantidade de lançamentos imobiliários, passando de 18 em 2024 para apenas 13 novos empreendimentos em 2025.

E a estimativa é que a oferta de novos lançamentos continue a cair, mais um indício de que a tendência por imóveis prontos na região continue a se fortalecer. A projeção, segundo Brayann Germano, sócio-proprietário da Felicità, é que haja uma redução de outros 40% na quantidade de lançamentos em 2026 em relação a 2025.