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    Banco Comunitário opera com moeda social na Serrinha, em Florianópolis

    Iniciativa do ICOM estimula o protagonismo comunitário e a economia solidária durante a crise do novo coronavírus

    27/04/2020 - 17h58

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    Jorge
    Por Jorge Jr.
    Moradores já estão comprando nos mercados do bairro
    Moradores já estão comprando nos mercados do bairro
    (Foto: )

    A comunidade da Serrinha, em Florianópolis, está servindo como protagonista do projeto piloto do Banco Comunitário, uma iniciativa do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM). Em meio à pandemia do novo coronavírus, a ideia é fortalecer os comércios locais a partir do próprio bairro, com o banco liberando R$ 200 por mês aos moradores cadastrados. Nesta primeira parte são 30 famílias cadastradas e três mercados parceiros, com a Casa São José, que é do bairro, como mediadora.

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    - O banco comunitário que acaba sendo bem diferente, parte da compreensão de que a cidade se desenvolve a partir dos bairros, e os bairros só conseguem se desenvolver se as comunidades se empoderam e tomam conta do movimento econômico, social e cultural. No ICOM a gente estava buscando uma iniciativa que pudesse dar mais autonomia para as famílias que estão recebendo itens de alimentação, higiene e limpeza, e que ao mesmo tempo pudesse fortalecer os comércios locais - explica Mariane Meier Nunes, gerente-executiva do Instituto.

    As famílias cadastradas recebem R$ 200 por mês, ao longo de 3 meses. O valor fica disponível nas contas delas no Banco Comunitário, e elas têm acesso por meio de um aplicativo, o “e-dinheiro”. Nele, as pessoas beneficiadas consultam o saldo e também veem em que estabelecimentos podem gastar. Quem não tem celular ou internet pode fazer as compras apenas apresentando o CPF. São parceiros na Serrinha os mercados Boa Vista, Carlinhos e Benvenuta.

    O aplicativo utilizado é o e-dinheiro
    O aplicativo utilizado é o e-dinheiro
    (Foto: )

    - São muitas pessoas que estão junto com a gente. Temos um comitê consultivo, formado por oito pessoas, e toda semana a gente discute como está sendo na comunidade piloto. É a primeira vez que a gente está implementando um banco desse tipo em Santa Catarina, e ele está sendo feito em parceria com o Instituto Banco Palmas, de Fortaleza, que nasceu nos anos 90 - conta Mariane.

    O início e como é

    Há um mês, o ICOM lançou uma Linha de Apoio Emergencial com o objetivo de promover o acesso à alimentação, produtos de higiene e de limpeza em áreas de vulnerabilidade social, atingindo mais de 4 mil pessoas. Com as doações recebidas, que passam de R$ 600 mil, surgiu a possibilidade de inovar. Assim nasceu o Banco Comunitário. Funciona da seguinte forma: o ICOM faz parceria com uma organização da sociedade civil (OSC) que atua na comunidade. Então, cadastra pequenos comércios do bairro para que recebam a moeda social implantada pelo Banco Comunitário.

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    Depois, com a ajuda da OSC parceira, é feito o cadastro das famílias que vão receber as moedas para usar nos comércios cadastrados. Com essa parte feita, começa o trabalho de fazer a moeda social girar dentro da comunidade. Depois desta fase, o objetivo do ICOM é ampliar a atuação do Banco Comunitário para mais famílias, em mais comunidades da Grande Floripa.

    Para doar e apoiar esse projeto, é só fazer uma transferência ou depósito para:

    Banco: 001 – Banco do Brasil

    Agência: 5201-9

    Conta Corrente: 11.079-5

    ICOM – Instituto Comunitário Grande Florianópolis

    CNPJ: 07.756.988/0001-62

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