O Banco do Brasil (BB) avalia possíveis caminhos para driblar novas sanções dos Estados Unidos, seja contra os seus clientes ou contra o próprio banco. A movimentação acontece após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que é cliente do banco, ser sancionado com a Lei Magnitsky. As informações são de Veja e Bloomberg.
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O jornal americano Bloomberg informou que o Banco do Brasil tem atuado com escritórios de advocacia nos EUA para avaliar quais medidas podem ser tomadas, como um desvio de transações em dólar realizadas no país.
São cerca de 50 mil clientes nos Estados Unidos no momento. Uma das alternativas seria transferir as transações feitas por essa carta de clientes para outras unidades de negócio do BB no exterior. Contudo, o banco seguiria tendo que reportar essas transações ao Federal Reserve (Fed, banco central americano).
O Banco do Brasil afirmou em nota que “as operações ocorrem sempre dentro do marco legal, regulatório e ético, garantindo que as ações institucionais estejam estritamente em conformidade com as normas vigentes no Brasil e nos países onde atua há mais de 80 anos”.
Os bancos brasileiros têm sido pressionados a cumprirem a lei americana. Além do BB, outros quatro bancos privados receberam uma carta do Departamento de Tesouro dos EUA na terça-feira (2) questionando as ações que estão sendo adotadas para cumprir a sanção contra Moraes.
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Veja a lista dos bancos brasileiros que foram questionados pelos EUA
O pedido ocorreu no mesmo dia em que teve início o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o governo americano, o processo da trama golpista seria uma “perseguição política”, que resultou na Lei Magnitsky contra Moraes e nas tarifas aplicadas contra os produtos brasileiros importados pelo país. Por conta disso, com o julgamento em andamento há a possibilidade de uma nova escalada de sanções.
A Lei Magnitsky inclui o congelamento de bens e ativos de Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. O ministro nega ter patrimônio no país. Ainda, empresas financeiras americanas, incluindo as bandeiras de cartão Visa e Mastercard, não podem fazer negócio com Moraes. Já os bancos brasileiros sofrem sanções pela presença nos Estados Unidos.
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