O Itaú anunciou nesta terça-feira (23) que vai alterar as regras de trabalho híbrido e aumentar a exigência de presença nos escritórios. Atualmente, a regra do banco é de oito dias presenciais por mês, mas, a partir do primeiro trimestre de 2028, funcionários em regime híbrido passarão a trabalhar presencialmente três dias por semana.
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As mudanças também vão atingir os superintendentes do banco, que passarão a ter quatro dias de trabalho presencial por semana, como já ocorre com os diretores. Nesse caso, a alteração começa a valer em janeiro de 2027.
Tendência já foi adotada em outros bancos
Essa é uma tendência observada nos principais bancos brasileiros. Os funcionários da Nubank, por exemplo, que passaram os últimos cinco anos trabalhando em modelo remoto, com idas pontuais ao escritório, iniciarão em julho deste ano a transição para um regime híbrido. A mudança começará com dois dias presenciais por semana e, posteriormente, passará para três dias semanais a partir de 1º de janeiro de 2027.
O Bradesco, por sua vez, opera majoritariamente em modelo híbrido, com cerca de 50% dos colaboradores atuando remotamente em parte da semana.
No entanto, segundo o Sindicato dos Bancários, a instituição tem intensificado, desde janeiro deste ano, o retorno ao trabalho presencial em áreas específicas e comerciais, mantendo um sistema de escala para os dias no escritório.
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Ao anunciar a mudança, o Itaú afirmou, em nota, que estruturou um período de transição “para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos“.
“Esse movimento reflete a premissa da organização de ajustar seus formatos de acordo com o contexto e as necessidades de cada momento”, justificou o banco.
Sindicato dos bancários vai acompanhar a situação do Itaú
O Sindicato dos Bancários afirmou em nota ter recebido com surpresa o anúncio feito pelo Itaú. Também em nota, a entidade declarou que não houve negociação prévia.
“Diante da decisão unilateral do banco, solicitamos uma reunião para discutir as mudanças anunciadas e seus impactos sobre os funcionários”, disse o sindicato.
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“Também acompanharemos de perto as condições de retorno presencial, uma vez que há relatos de insuficiência de espaços físicos para acomodar adequadamente todos os trabalhadores”, acrescentou.






