Joan Laporta, presidente do Barcelona, garantiu que o clube catalão não cometeu nenhum crime no “Caso Negreira” suposto escândalo de arbitragem ocorrido entre 2011 e 2018.

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Assessoria arbitral: “O Barcelona não cometeu nenhum crime. O Caso Negreira não é um delito de corrupção esportiva. O Barcelona nunca teve uma atuação que tivesse como finalidade ou como intenção alterar a competição, a fim de ter uma vantagem esportiva. O fato de o Barcelona ter pedido assessoria arbitral a essas pessoas não constitui crime”

Notas fiscais são provas de inocência: “Os grandes clubes têm essa assessoria, porque é algo importante. Nós fizemos isso com claridade, com transparência. Todo esse assessoramento está registrado no clube, com notas fiscais”

Barcelona como vítima: “Se alguma pessoa se aproveitou dessa situação para ter alguma vantagem, o Barcelona seria vítima dessa situação”

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Bronca com presidente da La Liga: “O presidente da Liga Espanhola [Javier Tebas] está tendo uma atuação irresponsável. Peço que ele pare com essa incontinência verbal, que só faz mal para a instituição que ele representa”

Laporta elogia FIFA e Federação Espanhola: “Gostaria de agradecer ao presidente da Real Federação Espanhola, Luis Rubiales, e ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, por terem se mantido neutros no processo, esperando as deliberações da Justiça no caso. Comportaram-se como um dirigente deve se comportar”.

Compliance do Barcelona chegou às seguintes conclusões:

Não foram identificadas condutas com relevância penal vinculadas ao delito de corrupção esportiva.
Os serviços são de assessoramento esportivo (scout e assessoria de arbitragem), habituais no setor esportivo profissional.

Há evidências da prestação de serviços, da aprovação e dos registros de todos esses serviços. O clube tem toda a documentação oficial de faturas e pagamentos.

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Laporta chama Real Madrid de cínico

O Real Madrid se apresentou como parte acusadora do Caso Negreira. Laporta avaliou a atitude do clube merengue como cínica.

— O Real Madrid apresentar-se como parte acusadora nesse processo é uma atitude cínica. Um clube que todos vocês sabem que foi favorecido pelos árbitros em toda a sua história, e até hoje. Um time que sempre foi considerado o time do regime, por vários fatores: a proximidade ao poder político, ao poder econômico, ao poder esportivo — disse o presidente do Barça.

— Durante sete décadas, a maioria dos dirigentes de comitê de árbitros, praticamente sem interrupções, foram ex-sócios, ex-jogadores ou ex-diretores do Real Madrid — acrescentou.

Entenda o caso

O Ministério Público da Espanha investiga a ‘DASNIL 95 SL’, empresa de Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do comitê de arbitragem do país. A Procuradoria da cidade de Barcelona diz que o clube catalão teria pago R$ 7,6 milhões a organização do ex-árbitro.

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A ‘DASNIL 95 SL’ teria recebido no total R$ 7,6 milhões no período entre 2016 e 2018, segundo o rádio espanhola ‘Cadena SER’. A quantia teria sido dividida entre os anos da seguinte forma: R$ 2,9 milhões em 2016, R$ 3 milhões em 2017 e R$ 1,7 milhões em 2018.

Negreira disse ao MP que os pagamentos feitos pelo Barcelona eram por um trabalho de assessoria para auxiliar os atletas nas regras de comportamento com a arbitragem. Porém, a empresa nunca declarou algum documento sobre prestar serviços ao clube.

O ex-árbitro também reforçou que nunca houve um tratamento favorável ao time espanhol.

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