O Barco Príncipe III anunciou que os passeios na baía da Babitonga, conhecido cartão postal de Joinville, estão interrompidos a partir desta segunda-feira (15). A pausa técnica nas operações acontece temporariamente para uma manutenção preventiva. A embarcação volta a navegar novamente em julho.

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Em um comunicado nas redes sociais, a administração da embarcação informou que o Barco Príncipe já está em estaleiro para a revisão e reparos. “Esse cuidado é essencial para garantir total segurança e conforto nas próximas navegações”, completa a publicação.

Veja fotos do Barco Príncipe

Apesar de informar que as atividades voltam a ocorrer normalmente em julho, a administração não informa o dia específico.

Qual é o roteiro do passeio entre Joinville e São Francisco do Sul

A navegação começa pela baía da Babitonga, passando por entre 14 ilhas, área do porto e centro histórico de São Francisco do Sul. Em seguida, retorno a Joinville com almoço servido a bordo.

O desembarque em São Francisco do Sul, no trapiche, ocorre exclusivamente quando possível e com condições normais de segurança. Havendo alguma situação climática ou inviabilidade técnica para o desembarque, os passageiros permanecem a bordo com almoço servido e música ao vivo, retornando o passeio de volta dentro da programação.

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Passeio na baía da Babitonga começou com barco pesqueiro

Falecido em maio de 2025, vítima de câncer, o empresário Celso Luiz Brittes foi o responsável por abrir as portas do turismo no bairro Espinheiros. Ele era proprietário e comandante do Barco Príncipe I.

Ao NSC Total, Fabiana Brittes Piana, a filha caçula do empresário, contou na época que o sonho do pai era ter um barco, paixão que foi desenvolvida na infância, já que Celso teve contato com barcos de pesca quando era criança, através de familiares.

— Ele sempre foi apaixonado pelo mar e por barcos, praticamente se criou no mar — revela Fabiana.

A paixão levou o empresário a transformar um pequeno barco pesqueiro em um belo passeio pela Baía da Babitonga. Em 1988, o Barco Príncipe de Joinville I foi construído e adaptado para o turismo, com capacidade para até 60 pessoas.

— Foi incrível a visão de empreender dele, olhar para a Baía da Babitonga e enxergar que tinha uma oportunidade para explorar as belezas em um passeio de turismo — disse a filha.

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Dois anos depois, o empresário adquiriu o Barco Príncipe de Joinville II, uma embarcação tipo escuna, com capacidade para 30 pessoas, que operava principalmente no verão, por conta da alta demanda.

As duas embarcações funcionaram até 1998, quando Celso inaugurou o Barco Príncipe de Joinville III. Com capacidade para 417 pessoas, o barco tipo iate tem capacidade para operar em quaisquer condições climáticas e horários, e é a embarcação que opera até os dias atuais como atração turística, com navegação pela Baía da Babitonga, por entre ilhas do arquipélago.

Ainda no Espinheiros, o empresário abriu o restaurante Lagoa Pescados y Mariscos, que serve uma variedade de frutos do mar.

— Ele foi muito feliz com o Príncipe III e gostaria de ter feito o Príncipe IV. O pai abriu portas para o turismo e explorou a atividade no Espinheiros. Depois dele, diversos outros restaurantes foram abrindo e hoje é conhecido como um local turístico de Joinville — lembra Fabiana.

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*Sob supervisão de Leandro Ferreira