Criciúma, no Sul de Santa Catarina, vive um “BBB do lixo” há aproximadamente seis meses. Com 120 câmeras instaladas em cerca de 30 pontos da cidade, o descarte irregular passou a ser monitorado em áreas consideradas críticas.

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Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, o secretário de Governança, Tiago Pavan, explicou que as gravações ficam armazenadas por até 30 dias. Caso um morador identifique um descarte irregular, é possível acionar a prefeitura para que as imagens sejam revisadas e o responsável identificado.

Como funciona o “BBB do lixo”

Os equipamentos foram instalados em locais mapeados previamente como pontos recorrentes de descarte ilegal, como terrenos baldios e vias públicas. Segundo o município, além de auxiliar na identificação dos infratores, a presença das câmeras já tem efeito inibidor.

— O que a gente identificou após a instalação das câmeras é que elas próprias inibiram as pessoas de fazerem isso. E aquelas pessoas que a gente foi identificando, a gente foi advertindo, notificando, no sentido de conscientização — afirmou o secretário. Agora o projeto inicia uma nova fase. — Fazem seis meses que a gente iniciou esse projeto, então agora cabe a autuação. Afinal de contas, todos já sabem que trata-se de um crime.

As multas para quem for flagrado descartando lixo de forma irregular podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil, dependendo do tipo e da quantidade de material.

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Entre os itens mais comuns encontrados estão restos de construção, móveis, lixo doméstico e até materiais considerados simples, como folhas de coqueiros, que também entram na classificação de descarte irregular quando deixadas em locais inadequados.

Todas as imagens captadas pelas câmeras são analisadas por uma equipe da prefeitura, que pode identificar placas de veículos e até o rosto dos responsáveis. A partir disso, é feita a notificação e, quando necessário, a autuação.

A população também pode colaborar com o monitoramento. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 156, pela ouvidoria do município ou presencialmente no Paço Municipal, inclusive de forma anônima: — Além do governo, o próprio cidadão é o maior fiscalizador, o zelador da cidade — destacou Pavan.

Proprietários de terrenos também podem ser responsabilizados além das multas. Quando há acúmulo de lixo em áreas privadas, a prefeitura pode realizar a limpeza e cobrar o valor posteriormente no IPTU. Só em 2026, 15 terrenos já passaram por esse procedimento.

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