Um projeto de lei que autoriza a concessão onerosa de espaços públicos de Florianópolis para exploração econômica por parte da iniciativa privada foi encaminhado pela prefeitura à Câmara Municipal na segunda-feira (13). A ideia é que essas áreas de lazer gratuitas ganhem pontos comerciais para melhorar a infraestrutura e manutenção.

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Alguns pontos conhecidos e turísticos da cidade estão incluídos no projeto, como o Mirante da Lagoa da Conceição e o Mirante do Morro da Cruz, além de praças, parques e áreas de convivência. Ao todo, são cerca de 600 locais que poderão ser concedidos à iniciativa privada.

— Esse é mais um passo que estamos dando para requalificação dos espaços públicos. São espaços que continuarão gratuitos para a população, mas com mais atrativos, infraestrutura e segurança. São novos equipamentos urbanos que nossa cidade terá — explica o Prefeito Topázio Neto.

Quais são os locais

  • Praça Adolfo Luiz Dias
  • Largo Benjamin Constant
  • ACOJAR
  • Praça na Avenida Pref. Osmar Cunha
  • Praça Pereira Oliveira
  • Largo da Catedral
  • Praça na Rua José Pedro Gil
  • Praça Etelvina Luz ou Banco Redondo
  • Canteiro Av. Hercílio Luz
  • Praça Dom Pedro I
  • Praça Esteves Júnior
  • Largo da Alfândega
  • Praça Fernando Machado
  • Praça dos Namorados
  • Beira Mar Norte
  • Praça do Desterro
  • Jardim Urbano na Rua Conselheiro Mafra
  • Parque Metropolitano Francisco Dias Velho
  • Praça Frei Jacir Bachi Praça Edson Pereira Nascimento
  • Praça Affonso João Senff
  • Praça Coronel Bento da Rosa Menezes
  • Academia ao ar livre na rua Prof. Odilon Fernandes
  • Academia ao ar livre na rua Prof. Bento Águido Vieira
  • Praça Tancredo Neves

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Qual é a proposta

De acordo com a prefeitura, a ideia é garantir que os locais estejam sempre bem cuidados, iluminados, com presença de pessoas e serviços que contribuam para a segurança e qualidade de uso para a população.

Os locais seguem sendo públicos e terão acesso gratuito, porém as atividades econômicas irão complementar o uso coletivo, sem restrições à população.

A prefeitura prevê uma série de benefícios com a medida, como:

  • requalificação de áreas subutilizadas
  • reforço da segurança por meio da ocupação qualificada
  • geração de empregos
  • redução de custos de manutenção para o município
  • modernização do mobiliário urbano.

Ainda, a proposta não significa que essas concessões serão realizadas de forma imediatada. A lei concede uma autorização geral que permite que futuros processos de concessão sejam organizados e planejados. O projeto complementa outro processo de organização dos espaços públicos iniciado pela prefeitura, com foco nos quiosques.

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— Há uma série de critérios urbanísticos que precisarão ser cumpridos para esses equipamentos urbanos. Por exemplo, os espaços não poderão ser ocupados mais que 5% com construções, pois o foco é a ativação dos espaços públicos com maior atratividade para a permanência das pessoas, trazendo mais segurança para os espaços públicos — explica Ivanna Tomasi, Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

As empresas que terão as concessões desses locais serão definidas por meio de licitação, seguindo critérios técnicos e legais, explica a prefeitura.