Com o objetivo de evitar aglomeração em transporte público e priorizar alternativas mais sustentáveis, a bicicleta vem sendo apontada como uma aliada para a mobilidade, principalmente nesse período de pandemia do novo coronavirus.
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Para Davi Bartzen, proprietário da Fat Bike Floripa, loja de bicicleta especializada em bicicletas elétricas de pneus largos, Florianópolis por exemplo é uma cidade que se encaixa perfeitamente nesse novo modo de vida que as pessoas tendem a adotar daqui para frente.
— Nossa cidade sofre com a questão do trânsito, grande parte causado pelas dificuldades geográficas, com morros e mar por toda parte. Por mais obras que se façam, continuaremos com problemas viários. A solução está no uso de bicicletas elétricas, que permitem deslocamento individuais, não poluem o meio ambiente e ainda promovem saúde e bem estar — relata Davi.

Cada vez mais populares entre os adeptos dos pedais, as bikes elétricas permitem deslocamento urbano, seja para o trabalho ou para lazer. A maioria dessas bicicletas permite que o ciclista possa pedalar e fazer exercício físico como uma bicicleta comum.
Para os que estiverem cansados de pedalar no meio do percurso ou optarem por se deslocar até o trabalho sem chegar suado, por exemplo, é só acionar a opção elétrica e as bikes proporcionam esse conforto e comodidade. Para Davi, em termos de modais urbanos é o transporte individual mais consciente que existe.
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Vantagens e público da bike elétrica
Ao optar por uma bicicleta de pneu mais largo, conhecida também por Fat Bike, Davi comenta que o ciclista ganha obtendo uma área de contato maior com o solo, o que proporciona mais aderência nas curvas, estabilidade e amortecimento nos buracos.
Outras vantagens de uma bicicleta elétrica são mais potência e tração nas subidas, além de melhora nas descidas por ter mais aderência. Quem faz trilhas, por exemplo, segundo o proprietário da Fat Bike Floripa ganha em conforto e desempenho.
— As bikes com pneu largo andam bem em qualquer terreno, rodam até em terrenos de areia como a beira da praia, por exemplo. Em cidades como a capital catarinense, que ainda não estão preparadas com ciclovias, em muitos trajetos o ciclista tem que andar em acostamentos ou ruas esburacadas. Uma bicicleta comum tem dificuldade para passar por esses obstáculos, já as Fat Bikes passam por cima dos buracos com facilidade e estabilidade — afirma Davi.
Em relação ao público das bikes elétricas, Davi diz que são pessoas que perceberam que se deslocar sozinho ou mesmo que acompanhado em um carro não faz mais muito sentido, no mundo de hoje.
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— Além dos custos de combustível e impostos de um veículo, como o carro, são mais difíceis de estacionar, poluem o meio ambiente e geram trânsito. As bikes elétricas são extremamente econômicas, em geral fazem 1 centavo por km rodado, não poluem, não fazem barulho e ainda são super divertidas — conta Davi.
Eco Zone: Compacta e resistente
As bikes dobráveis têm se mostrado, nos últimos anos, as queridinhas dos centros urbanos, por serem fáceis de guardar, entrarem em qualquer porta-malas de carros e serem extremamente versáteis.

— A Eco Zone, por exemplo, bastante procurada pelos frequentadores da Fat Bike Floripa, tem este diferencial em seu DNA. É uma bike encorpada, com quadro enxuto, que pode ser dobrada e guardada em escritórios ou mesmo levada no porta-malas de um Uber. No entanto, quem pensa que por isso ela é uma bike pequena, se engana. A Eco Zone é feita para pessoas de 1.6m a 1.9m de altura — explica Davi.
O casal Jair Nascimento e Tatiza Nascimento são proprietários de duas bicicletas Eco zone, que compraram logo no início da pandemia.
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— A ideia de pedalar e ir mais longe com menos esforço caiu como uma luva para nós que adoramos passear. A Eco Zone é uma bike bonita, versátil, de tamanho médio, dobrável, leve, fácil de guiar e ainda com ótima autonomia, a bateria dura 40 km. Ela atende as necessidades de longa distância sem causar muito esforço — fala Jair.

Apostando que as bicicletas elétricas vão se tornar o futuro do transporte, Jair conta que em recente viagem para Amsterdã, na Holanda, conhecida como a cidade paraíso das bicicletas, descobriu que lá existem três bicicletas por habitante e que a prioridade nas ruas são das bikes.
Em Florianópolis, cidade onde mora há 10 anos com a esposa, o rio grandense, de Porto Alegre, diz perceber uma preocupação dos governantes em relação a manutenção de ciclovias nos bairros, o que demonstra, para ele, uma tendência de dar mais prioridade, fácil mobilidade e segurança para os ciclistas.
Para Davi, o crescimento das bicicletas como meio de transporte, em todo Brasil, tendem a aumentar, principalmente agora nesse período, pós pandemia, entretanto, segundo ele, para que as bicicletas sejam uma prioridade por aqui é preciso que haja uma quebra de paradigmas, além do incentivo do poder público para tornar as cidades mais "pedaláveis".
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