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    #BlackoutTuesday: brasileiros aderem ao movimento pelas redes sociais

    Hashtag com quadrados pretos é acompanhada de posts antirracistas

    02/06/2020 - 11h13 - Atualizada em: 02/06/2020 - 11h43

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    Por Carolina Marasco
    Movimento conta com posts de artistas brasileiros
    Movimento conta com posts de artistas brasileiros
    (Foto: )

    O Instagram começou a terça-feira (2) com um feed repleto de quadrados pretos e acompanhados da hashtag #BlackoutTuesday. Tudo começou como uma maneira de protesto a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, e tornou-se uma forma de incentivar a divulgação de conteúdos antirracistas durante todo o dia.

    Após o início de compartilhamento pelo mundo, logo os brasileiros também começaram a compartilhar as montagens com quadrados pretos e outros pequenos símbolos. Além do compartilhamento do quadrado preto e da #BlackoutTuesday, os usuários que ingressarem na corrente podem comprometer-se em não postar mais durante todo o dia.

    A ideia com a interrupção de posts é que conteúdos antirracistas estejam mais visualizados e em destaque nesta terça. Porém, o compartilhamento em massa de quadrados pretos é apontando como um elemento que invade as contas e poderia impedir o acesso ao conteúdo. Por isso, alguns integrantes do movimento estão afirmando que irão postar o quadrado preto e logo em seguida divulgar alguma informação antirracista e de apoio aos protestos sobre a morte de George Floyd nos Estados Unidos.

    A orientação é também de não usar a hashtag “Black Lives Matter” ou “Vidas Negras Importam” ou qualquer outra hashtag de apoio no meio destes posts. De acordo com os posts, isso faz com que os conteúdos informativos para protestantes e organizadores se tornem de difícil acesso. A intenção é justamente calar, ouvir e ampliar a voz de quem realmente tem lugar de fala, segundo o movimento. 

    Entenda a onda de protestos nos EUA

    A onda de protestos nos Estados Unidos começou no dia de maio, após a morte do norte americano George Floyd por um policial branco, no dia 25 de maio. Floyd estava no carro, no centro de Minneapolis, quando foi abordado por quatro policiais após uma denúncia de que um homem estava tentando usar notas falsas no comércio local.

    Os policiais retiraram Floyd do carro, colocaram-o no chão e ficaram sobre o corpo dele. Durante a abordagem do policial branco, Floyd chegou a gritar que não conseguia respirar. Porém, o policial não saiu de cima do pescoço de George, causando a morte do norte americano.

    O caso denunciou a violência racista dos policiais dos EUA e gerou revolta popular. O objetivo dos protestos e atos que tomaram as ruas de todo o país é mostrar os casos de violência racial e policial nos EUA.

    Confira os posts de artistas brasileiros sobre o tema

    Ver essa foto no Instagram

    A cultura do medo destrói a auto- estima. Por vezes, mesmo em coletivo, nos sentimos sozinhos, fruto de um preparo organizado para nos alçar a essa agonia, abanar os receios que saem da boca da incerteza, acelera o atraso no caminho. Existe um início do mal, uma semente silenciosa que é regada com a crueldade dos covardes. Se o racismo é o prato principal, a indiferença vem na sobremesa. Num abismo sem alma e sem luz se encontra o Estado que tenta esconder seu total fracasso espalhando ainda mais as desigualdades, fortalecendo assim sua eficaz ferramenta: o medo. A felicidade, que é caminho, passa a não fazer mais sentido. O mecanismo de valorização da ignorância pavimenta o caminho da crueldade. A vida não faz sentido para quem prolifera a morte. Eu quero flores, não para o orvalho nas lápides, mas para formatura. Não para os olhos que visitam o velório, mas para o aniversário. Que as crianças possam ter o direito de viver sem esse padrão que vocês criaram; essa data de validade que é ligada a paleta de cores. Vamos beber nossas lágrimas e mais uma vez apresentar solução no caminho do amor, do afeto, da inclusão e no caminho das pokas idea também. Ser livre e caminhar na poesia de Elizandra Souza na voz de Zinho Trindade na dança infalível de Irineu Nogueira. Na palavra de Antônio Carlos dos Santos, nos livros de poder de Djamila Ribeiro e nos Cabelos Brancos de meu pai. São tantas e tantos mudando vidas elevando nosso espírito e apontando caminhos possíveis e reais de futuro. Caminhar, reconstruir e amar em tudo de lindo que nosso povo produz. #jovemnegrovivo

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