Em menos de um ano, Blumenau registrou 537 atendimentos de fauna em situação de risco ou mortos. Um mapeamento dos pontos mais críticos foi feito e um pacote de medidas estratégicas para reduzir o atropelamento e a morte de animais silvestres foi aprovado. Serão instaladas passagens aéreas, sinalização temática e até faixas para redução de velocidade em pontos dos bairros Ponta Aguda e Vila Formosa.

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A Rua República Argentina, no bairro Ponta Aguda, foi apontada como a região com o mais alto índice de ocorrências com capivaras e cachorros-do-mato. Por isso, será criada uma área com identidade visual voltada à conscientização dos motoristas, com a instalação de sinalização temática e faixas de estímulo à redução de velocidade.

Já na Rua Hermann Huscher, no bairro Vila Formosa, será feita uma passagem aérea, que servirá como um corredor seguro para os animais se deslocarem pelas copas das árvores. Dessa forma, há como evitar que eles desçam até o asfalto e corram risco de atropelamento, ou utilizem a fiação elétrica para se deslocar e arrisquem serem eletrocutados.

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Robson Tomasoni, destaca em nota que o engajamento, aliado à atenção redobrada dos moradores, é fundamental para o sucesso do projeto.

Sem previsão para colocar em prática

As equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) finalizam as vistorias para definir os pontos exatos de instalação dos equipamentos, onde mais precisa de segurança na travessia da fauna entre os fragmentos florestais urbanos. Depois, o processo segue para o levantamento de orçamentos e procedimentos administrativos para a aquisição e montagem das estruturas.

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Porém, não há uma previsão de quando seriam instaladas essas medidas.

O Programa Municipal de Monitoramento de Fauna Atropelada e Eletrocutada registrou que, entre julho de 2025 e maio de 2026, Blumenau registrou 537 atendimentos envolvendo animais silvestres em situação de risco ou mortos. Somente neste ano, já houve a perda de dois bugios-ruivos e dois gatos-do-mato-pequeno, que são espécies ameaçadas de extinção, vítimas de atropelamentos e choques elétricos.

Entre os animais que mais costumam ser vítimas de atropelamento na região estão os graxains, mais conhecidos como cachorros-do-mato, gambás e as aves de rapina, conforme a secretaria. Esses tipos de acidentes também revelam uma falta de conectividade entre as áreas verdes, presença de fauna nativa em regiões urbanizadas, desmatamento ou alteração de habitat, trechos com alto volume de tráfego e velocidade, além da falta de sinalização adequada para a fauna da região.

O que fazer se encontrar um animal ferido ou morto

O município já tem um serviço de resgate e monitoramento. Por isso, caso um morador encontre um animal ferido ou em situação de perigo, pode entrar em contato pelo WhatsApp e pedir ajuda. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, através de mensagem para o número (47) 99756-0821 com a localização da ocorrência e, se possível, fotos.

Fora desse horário, aos finais de semana e também feriados, o resgate é feito com a Polícia Militar Ambiental, através do aplicativo PMSC Cidadão. A corporação também atende pelo telefone (47) 3221-7395 de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Ou pelo (47) 99983-2463.

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Outra possibilidade é o contato com o Corpo de Bombeiros, no número 193. No caso de animais encontrados mortos em vias públicas, o contato deve ser feito com a Secretaria de Serviços Urbanos, pelo telefone (47) 3381-6148.

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