Suor, paixão, lágrimas, inteligência, treinamento, tentativa, esperança e resiliência. A mistura dessas características e sentimentos formam o DNA de um campeão. Em Blumenau, essa carga genética se perpetua por mais uma geração. Anne, 10 anos, e Sarah, oito, carregam no sangue e junto do nome uma herança vencedora mundo a fora nas quadras de basquete. Elas são a continuidade da dinastia Splitter.

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As duas são filhas de Marcelo. Ele é o irmão caçula de Tiago, ex-pivô multicampeão com a Seleção Brasileira e que em 2014 tornou-se o primeiro jogador do Brasil a conquistar o título da NBA, a liga norte-americana de basquete. A relação da família com o esporte da bola laranja começou com Cássio, pai de Tiago, Michelle (que morreu em 2009, aos 19 anos, vítima de um câncer) e Marcelo. O amor do avô das meninas pela modalidade transcendeu para os filhos (todos os três tiveram passagens por alguma categoria da Seleção Brasileira) e agora é passado para as netas.

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As duas contam com as dicas e conselhos do pai sobre os desafios em quadra (Foto: Everton Siemann)

Como ex-atleta e hoje agente de jogadores, Marcelo conhece tudo o que envolve o esporte e incentiva as filhas. Mas sem pressão:

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– Esporte é saúde, é vida. Sigo essa filosofia. É muito cedo para projetar qualquer coisa. Agora, quero que elas joguem e se divirtam. Lá na frente, quem sabe, com muito treino e dedicação espero que elas consigam fazer uma faculdade nos Estados Unidos paga pelo basquete – comenta.

Tiago Splitter foi além do sonho de garoto

Anne e Sarah integram as categorias de base do Basquete Feminino de Blumenau (BFB) e também treinam em uma escola particular da modalidade na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), que liderada pelo ex-jogador Luiz Henrique Semmke dos Santos. Foi depois de um desses treinos, que a reportagem conversou com elas. Ambas mostraram habilidade com a bola nas mãos e rapidez de raciocínio para respoder às perguntas:

– É divertido (jogar basquete). Gosto de fazer cesta e quando crescer vou ser jogadora – disse Sarah, vestindo a camisa 22, número que foi consagrado pelo tio no San Antonio Spurs.

– É muito legal (jogar basquete). Me sinto confiante e livre dentro de quadra – comenta Anne.

Veja vídeo com imagens de Anne:

Questionadas sobre a relação com o pai e o basquete, ambas disseram que ele sempre dá dicas. Anne foi direta:

– Ele sempre diz que tem que pegar a bola e ir para a cesta.

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Vestindo a camisa 9, mesmo número usado pela craque norte-americana Lisa Leslie, Anne revela o sonho:

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– Jogar na WNBA.

Veja vídeo com imagens de Sarah:

E é lógico que o tio não ia ficar de fora dessa reportagem, né? Por mensagem, Tiago comentou sobre as sobrinhas:

– É muito legal ver elas jogando, se divertindo, se dedicando, querendo treinar e assistindo basquete. A gente começa a se ver espelhado nas crianças, o que a gente fazia, a gente começa a ver nelas. A paixão pelo esporte, a dedicação, querer aprender mais e ir atrás. Claro que é um começo, mas como sempre falo para todas as crianças dessa idade, o melhor é se divertir dentro da quadra.

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