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    Bolsonaro assume presidência do Mercosul e fala em ter bloco mais ativo

    Ao receber presidência da Argentina, mandatário brasileiro afirmou que prioridade será avançar na união aduaneira e modernizar os regulamentos 

    17/07/2019 - 15h50

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    Por Folhapress
    Jair Bolsonaro participou pela primeira vez da reunião de cúpula
    Jair Bolsonaro participou pela primeira vez da reunião de cúpula
    (Foto: )

    *Por Sylvia Colombo

    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, assumiu a presidência do Mercosul nesta quarta-feira (17) dizendo querer um bloco mais ativo.

    — Um Mercosul enxuto e dinâmico, com menos discurso e mais ação, e que vá além da integração comercial. Não queremos uma América do Sul como Pátria Grande, e que cada país seja grande, como diz o presidente Trump sobre os EUA — afirmou, indicando que a prioridade neste próximo período será avançar na união aduaneira e modernizar os regulamentos. — Trabalharemos para incluir o açúcar e os automóveis.

    O cargo, que é rotativo, era ocupado antes pelo presidente da Argentina, Maurício Macri.

    Participando pela primeira vez de uma cúpula de chefes de Estado do Mercosul, Bolsonaro aproveitou para mencionar a reforma da Previdência — ainda em tramitação no Congresso brasileiro.

    O chefe do Executivo voltou a classificar o projeto "como uma quimioterapia, mas necessária para que o corpo possa sobreviver".

    O presidente brasileiro cumprimentou de modo efusivo os pares. Ao boliviano Evo Morales, disse que "estava com saudades, não nos vemos desde a minha posse". Ao argentino Macri, agradeceu pela parceria na conclusão do acordo com a União Europeia. E disse aos presidentes de Paraguai e Uruguai que, no Japão, ambos receberam a notícia juntos:

    — Posso dizer a vocês, Paraguai, Uruguai, vocês não estavam lá, mas o Macri foi 10 por todos nós lá — disse.

    Fez, ainda, uma brincadeira com o presidente do Chile, Sebastian Piñera, que, como não é membro pleno do grupo, estava sentado em um local mais distante. Piñera se levantou para abraçá-lo, e Bolsonaro disse:

    — Seu problema é com o Peru, não com o Brasil.

    Alguns segundos depois, complementou:

    — Estou falando sobre a Copa América, ok?

    Bolsonaro também condenou a situação política na Venezuela.

    — A situação na Venezuela é resultado do populismo e da irresponsabilidade. A gente pede a Deus e às pessoas de bem que tenham responsabilidade na hora de votar, e que essa hora de votar chegue logo na querida Venezuela — disse.

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