Carlos Bolsonaro (PL) disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estava “apagado”, com voz fraca e dificuldade para respirar durante uma visita na última quinta-feira (19). Ele está internado na unidade semi-intensiva do hospital DF Star, em Brasília, se recuparando de uma pneumonia.

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Segundo Carlos, Bolsonaro estava sonolento por conta das medicações, durante o encontro. Ele também afirmou que o pai usa uma pulseira com indicação de “risco de queda” e apresentou sensibilidade elevada devido ao tratamento.

“Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte “apagado” na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. (…) Meu pai segue na unidade semi-intensiva, com a voz fraca, sonolento por conta dos medicamentos e reclamou de respiração debilitada”, descreveu Carlos.

O filho relatou ainda que, ao acordar, Bolsonaro demonstrou dificuldade para falar e reclamou de respiração debilitada. Apesar disso, conseguiu interagir brevemente.

Boletim apontou melhora

Segundo o último boletim médico, publicado na quinta-feira (19), Bolsonaro mantém resposta positiva ao tratamento e apresentou melhora.

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O ex-presidente continua em tratamento com antibióticos intravenosos, além de fisioterapia respiratória, conforme a equipe pédica. Esse tipo de fisioterapia ajuda na recuperação da capacidade pulmonar.

Entenda o estado de saúde de Bolsonaro

Bolsonaro está internado desde a última sexta

O ex-presidente está hospitalizado desde sexta-feira (13), após apresentar mal-estar no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre os 27 anos e três meses de pena pela trama golpista.

Bolsonaro foi atendido com febre, vômitos e baixa saturação de oxigênio. Exames diagnosticaram pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

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Defesa fez novo pedido de prisão domiciliar

Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro fez um pedido de prisão domiciliar, solicitando que Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou os outros pedidos. No pedido, os advogados citam um relatório médico elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro que aponta a possibilidade de novos episódios de pneumonia.

“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmou a defesa no pedido.

Laudo da PF disse que Bolsonaro tinha condições de seguir preso