nsc
    dc

    Saúde do presidente

    Bolsonaro passa a tomar antibióticos e tem alta de hospital adiada

    Segundo boletim divulgado nesta segunda-feira, presidente apresentou elevação de temperatura e alteração de alguns exames laboratoriais 

    04/02/2019 - 18h33

    Compartilhe

    Por Agência Brasil
    Presidente tem evitado despachos e segue em recuperação no Hospital Albert Einstein
    Presidente tem evitado despachos e segue em recuperação no Hospital Albert Einstein
    (Foto: )

    O presidente Jair Bolsonaro foi submetido a tratamento com antibióticos de amplo espectro após apresentar elevação da temperatura (37,3°C) e alteração de alguns exames laboratoriais, com aumento de leucócitos, na noite de domingo (3). Esse aumento pode indicar processo infeccioso, segundo o porta-voz da Presidência, Otavio do Rêgo Barros.

    Por isso, a previsão de alta foi adiada. Inicialmente havia uma expectativa de que o presidente deixasse o hospital até a quinta-feira (14), mas como os antibióticos devem ser ministrados por sete dias, ele deve permanecer no hospital pelo menos até a próxima semana, segundo o porta-voz.

    Exames de imagem mostraram uma "coleção líquida" ao lado do intestino na região da antiga colostomia, segundo boletim médico divulgado nesta segunda. Ele foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local.

    O presidente está internado em unidade de cuidados semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein e, no momento, está sem dor e sem febre. Ele permanece em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral (endovenosa) exclusiva.

    Uma evolução nos movimentos intestinais foi citada no boletim médico, que informou dois episódios de evacuação do presidente.

    Bolsonaro segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas, ele está acompanhando da esposa Michelle e do filho Carlos Bolsonaro.

    O presidente continua em descanso e tem evitado despachos, de acordo com Barros. Nos próximos dias, não estão agendados compromissos oficiais. Por enquanto, não há estudos sobre afastamento de Bolsonaro da Presidência, deixando o vice na função.

    Luiz Antonio Nasi, superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS) e professor do departamento de emergência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirma que a temperatura corporal de 37,3°C não configura um quadro de febre, mas sim de febrícula — um estágio anterior de variação térmica.

    — Não é febre. Consideramos febre acima de 37,8°C. Entre 37 e 37,8 é febrícula. Pode ser uma infecção que se inicia ou apenas uma resposta inflamatória do organismo para sintetizar novos tecidos. Ele pode ter uma febrícula em função do pós-operatório — disse.

    Nasi destaca que a febrícula isolada tem um significado menor. Caso for associada com outros pontos do processo infeccioso, tem de ser melhor analisada.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Política

    Colunistas