O ex-presidente Jair Bolsonaro tem apresentado resposta ao tratamento com antibióticos e segue com quadro clínico estável, conforme boletim médico divulgado nesta quarta-feira. Segundo a equipe do hospital DF Star, houve redução significativa nos indicadores de infecção, além de melhora parcial nos exames tomográficos do pulmão. Com informações do O Globo.

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“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Apresentou evolução clínica favorável, com melhora parcial dos achados tomográficos e redução importante dos marcadores inflamatórios. Está prevista a continuidade da antibioticoterapia e ele segue sob suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, informa o boletim.

Entenda o estado de saúde de Bolsonaro

Bolsonaro está internado desde a última sexta

Bolsonaro continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento constante e suporte clínico intensivo. O tratamento inclui o uso de antibióticos e sessões de fisioterapia respiratória e motora. Apesar da evolução considerada positiva, a equipe médica destaca que não há previsão de transferência para a ala semi-intensiva da UTI neste momento.

O ex-presidente está hospitalizado desde sexta-feira (13), após apresentar mal-estar no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão. Ele foi atendido com febre, vômitos e baixa saturação de oxigênio. Exames diagnosticaram pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, condição considerada mais delicada por envolver risco de comprometimento pulmonar em ambos os lados.

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Desde a internação, a equipe médica descreve a evolução como gradual, com resposta progressiva ao tratamento. Nos últimos dias, chegou a ser considerada a possibilidade de transferência para um estágio de menor complexidade dentro da UTI, mas a medida foi descartada diante da necessidade de manutenção do suporte intensivo e de monitoramento mais rigoroso.

Nos bastidores, aliados acompanham de perto o quadro e avaliam que a resposta ao tratamento pode reforçar a estratégia jurídica da defesa, que pressiona o Supremo Tribunal Federal (STF) pela concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. O principal argumento é que, mesmo com melhora, o quadro ainda demanda acompanhamento contínuo e estrutura hospitalar, o que, na visão do entorno, poderia justificar a flexibilização do regime.

Interlocutores do ex-presidente intensificaram, nos últimos dias, o contato com ministros da Corte. O senador Flávio Bolsonaro esteve nesta semana com o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo o ex-presidente no STF, em uma articulação que também envolve aliados políticos e jurídicos em Brasília. A expectativa do grupo é que a evolução clínica, ainda que lenta, fortaleça o pedido nos próximos dias.