Um gesto silencioso, mas de impacto imenso. A bombeira Bárbara Libioda Schäffer Backes, que atua em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, alcançou a marca de 100 litros de leite materno doados ao Banco de Leite Humano do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó.
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Natural de Capinzal, Bárbara iniciou as doações em setembro e, já no mês de março, atingiu a marca de 200 frascos doados, cada um com 500 ml, totalizando os 100 litros. Para ela, o número representa muito mais do que volume: é um ato de amor e gratidão.
Mãe desde julho do ano passado, ela conta que não conseguiu estabelecer a amamentação direta com o filho, Joaquim. Diante disso, encontrou na extração com bomba uma alternativa eficaz.
— Eu acabei enchendo o freezer em casa e fui buscar o banco de leite para entender como funcionava a doação — relata.
Bárbara também descobriu uma condição que foi determinante para ajudar outras vidas: a hiperlactação, que faz com que o corpo produza mais leite do que o necessário.
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— Sempre sobrava leite. Saber que consegui juntar 100 litros e ajudar outros bebês é uma satisfação e alegria enorme — afirma.
O leite materno doado tem um destino essencial, que é alimentar recém-nascidos prematuros e bebês internados em UTIs, onde cada mililitro pode fazer a diferença na recuperação.
Como funciona a doação de leite materno?
Para as mães interessadas em doar, o processo é simples e orientado. É necessário estar em período de amamentação, com bebê de até dois anos, e entrar em contato com o banco de leite. As doadoras recebem kits com frascos esterilizados, máscara, touca e orientações completas. Após a coleta, o leite é armazenado congelado e enviado ao hospital.
No caso de Bárbara, a logística contou com apoio do setor e logística e transporte da Prefeitura de Xanxerê.
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— Consegui uma parceria com o setor de transporte da prefeitura, que leva o material até Chapecó — explica.
Uma mensagem para outras mães
Mais do que números, a história carrega empatia. Bárbara faz questão de deixar uma mensagem importante de acolhimento a outras mulheres que enfrentam dificuldades na amamentação.
— Nem sempre é fácil. O bebê precisa aprender, a mãe também. No meu caso, a bomba foi minha aliada — conta. Ela reforça que o mais importante é garantir o essencial: — O que importa é o bebê receber o melhor alimento, que é o leite materno.
Banco de Leite Humano do HRO
O Banco de Leite Humano do Hospital Regional do Oeste (HRO), de Chapecó, teve a unidade, fundada em 2023, é credenciada à Rede Brasileira de Banco de Leite Humano (RBLH) e atende recém-nascidos de toda região Oeste de Santa Catarina, sendo mantido por mães que produzem leite além da necessidade de seus próprios bebês.
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Quem pode doar?
Segundo o HRO, toda mulher saudável em fase de lactação, que esteja amamentando seu bebê e que observe que tenha uma produção excedente, pode colaborar. Entre as regras estão:
- Não fazer uso de medicamentos, álcool ou drogas;
- Ter um bebê até 2 anos de idade.




