A bombeira militar Tainá Pauli, de 28 anos, que morreu após se afogar durante um treinamento em Itajaí, seria a primeira mulher certificada no Curso de Mergulho Autônomo (CMAUT) do batalhão de Chapecó. A missa de corpo presente será realizada neste domingo (3), às 15h, na Matriz de Antônio Carlos, na Grande Florianópolis.

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De acordo com as forças armadas, o curso de mergulho autônomo capacita militares para buscas subaquáticas, salvamento de pessoal e recuperação de material, além de outras operações que necessitam de mergulho. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, Tainá, lotada em Chapecó, fazia o curso de mergulho autônomo no Rio Itajaí quando sofreu o afogamento grau seis, considerado o mais grave.

O treinamento é considerado difícil, por ser em bastante profundidade e por preparar equipes para buscas em rios e no mar. A bombeira ficou nove dias internada Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marieta Konder Bornhausen.

Tainá foi velada neste sábado (29) no ginásio Verde Vale, também em Antônio Carlos. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina divulgou uma nota de pesar nas redes sociais. “Neste difícil momento, toda a corporação está em luto. O CBMSC registra aos familiares, irmãos de farda e amigos da soldado Tainá sentimentos de tristeza e solidariedade com as respeitosas continências de toda a corporação”, escreveu.

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Homenagens

Diversos colegas de Tainá fizeram homenagens nas redes sociais para a bombeira. Um companheiro de batalhão disse que os bombeiros “integrantes da tua corporação ficam com aquele imenso sentimento de impotência, por não termos tido condições de manter-te agarrada ao fio da vida”.

Já o soldado BM Sasaki, de Rio Negrinho, afirmou que Tainá era “jovem de alma guerreira e coração compassivo” que “sempre dedicou sua vida a ajudar o próximo”.

“Tainá, uma jovem de alma guerreira e coração compassivo, sempre dedicou sua vida a ajudar o próximo. Antes de se tornar bombeira militar, trabalhou como enfermeira, cuidando dos enfermos com carinho e dedicação. Sua natureza introvertida escondia um carisma contagiante e uma coragem inabalável. . Movida pelo desejo de servir, Tainá ingressou no Corpo de Bombeiros Militar, onde encontrou sua verdadeira vocação: o mergulho de buscas e resgates. A jornada foi árdua, exigindo força física e mental para dominar o submundo aquático.

As águas escuras e traiçoeiras testaram seus limites, o cansaço a consumia, e o medo a assombrava. No entanto, Tainá nunca desistiu. A cada obstáculo, ela se erguia com mais garra, engolindo o choro e seguindo em frente. . Em um mergulho profundo, Tainá se encontrou com Deus, que a observava com admiração. Sua coragem e determinação em ajudar os outros tocaram o coração divino. Deus revelou a Tainá um propósito maior: ela não seria apenas uma mergulhadora, mas um anjo protetor dos mergulhadores.

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Tainá recebeu a missão de iluminar e aquecer os corações daqueles que se perdem nas águas profundas. Ela se tornaria um símbolo de esperança e coragem, guiando os mergulhadores em segurança e conforto. Sua luz brilharia nas trevas, dissipando o medo e a solidão, e seu amor aqueceria os corações gelados, trazendo paz e segurança.

Mesmo após sua morte, Tainá continuou a salvar vidas. Em um ato de extrema generosidade, seus órgãos foram doados, proporcionando uma nova chance para aqueles que aguardavam por um transplante. Sua coragem e compaixão transcenderam a vida, tornando-a um anjo eterno, protetora dos mergulhadores e símbolo de esperança para todos.”, escreveu.

Veja fotos de Tainá


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