Uma bombeira voluntária precisou usar os seus conhecimentos de jiu-jitsu após uma colega de trabalho ser agredida em São Francisco do Sul, no Litoral Norte catarinense. A mulher foi atingida com um tapa no rosto após impedir um homem de entrar em uma lancha de resgate na última sexta-feira (27).
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— Eu como condutora e socorrista da ambulância ao ver minha colega sendo agredida agi instantaneamente colocando em prática as técnicas que treino. Foi por instinto, uma questão de defesa, treinamento e técnica — relata a bombeira, que preferiu não se identificar.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul, a agressão aconteceu durante o atendimento de uma ocorrência na Vila da Glória. O homem acompanhava a paciente e tentou embarcar na lancha de resgate.
Devido à limitação de espaço e aos protocolos de segurança, a entrada não foi permitida. Diante da negativa, o agressor desferiu um tapa no rosto da bombeira.
Foi nesse momento que a bombeira voluntária que presenciou a cena interviu. Com anos de experiência em jiu-jitsu, a profissional conseguiu conter o homem por meio de uma técnica chamada guarda montada. Ela segurou o suspeito por cerca de 50 minutos.
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— Contive o agressão por bastante tempo, até vir o um morador local com uma corda para amarrar e esperar os procedimentos da Polícia Militar que estava se deslocando — relata.
Ainda de acordo com a corporação, a bombeira agredida está bem e não houve necessidade de passar por atendimento médico.
“A corporação reforça seu compromisso com o respeito às mulheres e repudia qualquer forma de violência aos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população”, disseram os bombeiros em nota.







