Os amantes de animais vão se surpreender com o papel que os botos desempenham na cidade de Laguna, no Sul de Santa Catarina. São aproximadamente 50 animais que vivem na região da Lagoa Santo Antônio que auxiliam diretamente na pesca do município.
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O município de mais de 42 mil habitantes é considerado a Capital Nacional do Boto Pescador, por meio da Lei 13.818/2016. Essa denominação se tem pelo fato de ao menos 22 destes cetáceos que vivem no local ajudam os pescadores. A prática é reconhecida pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), como patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina, desde 2018.
Os animais circulam no canal dos molhes, que liga a lagoa ao mar aberto, em busca de peixes para se alimentar, principalmente a tainha. Eles costumam cercar os cardumes, levando-os na direção dos pescadores, que jogam suas redes de três metros de diâmetro, conhecidas como tarrafas. Após isso, os cetáceos entram embaixo da água e abocanham os peixes que escapam.
Conhecidos pela inteligência, alguns botos podem passar dos 3,5 metros de comprimento e 300 quilos. De acordo com a secretária de Turismo do município, Bárbara Andreadis, a pesca cooperativa atrai inúmeros visitantes.
— Recebemos turistas do mundo inteiro que vem apenas para assistir essa pesca que é única. Também recebemos biólogos de vários lugares que vem à nossa cidade somente para estudar os botos — conta a secretária de turismo.
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Onde e quando vê-los
Os botos, apesar de frequentarem o canal de Laguna, não são presos ao local, podendo adentrar ao mar aberto. No entanto, eles são considerados residentes, principalmente quando o local está para peixe. Há relatos de que os pescadores artesanais do município possuem uma proximidade tão grande que dão até nomes para alguns deles.
A pesca de tainha na cidade ocorre durante todo o ano, mas a alta temporada é entre os meses de maio e junho. Os golfinhos hora ou outra são avistados em bando, pois são considerados gregários, e em conjunto fazem malabarismos e espécies de brincadeiras que chamam a atenção.
Cemitério de botos
Conhecido como um “cemitério” de botos pescadores, o memorial é um espaço que foi criado por moradores como protesto às mortes destes seres. Não existem de fato animais enterrados no local.
As principais causas de morte são a poluição da lagoa, além de emalhe para pescar corvina e bagre. Existe também um Plano de Ação Estadual para a conservação que foi elaborado pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), junto a outras instituições, que foi publicado pela Portaria N° 214/2019.
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O que conhecer em Laguna, além dos botos
Hospedagem
Para quem deseja curtir Laguna com calma, a cidade conta com inúmeras opções de hospedagem, entre hotéis, pousadas e hostels. Entre os destaques está o Hotel Ravena, que fica na Praia do Mar Grosso, a mais próxima ao Centro da cidade, e é considerado um dos maiores complexos hoteleiros do Sul do Brasil.
Como chegar
Laguna é uma cidade litorânea no Sul de Santa Catarina, que fica a cerca de 127 km de distância de Florianópolis, o que resulta em um trajeto de pouco menos que 2h da Capital do Estado até a o município. A cidade também conta com um terminal rodoviário, para receber visitantes que prefiram realizar o percurso de ônibus.
















