O Brasil vive um momento de maior conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022, apontam que o país possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,2% da população brasileira. A pesquisa também revelou que a prevalência é maior entre homens e que a faixa etária de 5 a 9 anos concentra os índices mais elevados de diagnósticos.

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O crescimento dos diagnósticos e a ampliação do debate sobre inclusão, desenvolvimento e qualidade de vida de pessoas com TEA têm impulsionado a necessidade de formação qualificada em diferentes áreas, especialmente na saúde e educação. A especialização profissional passa a ser um diferencial importante para atender às demandas cada vez mais complexas relacionadas ao acompanhamento clínico, educacional e social de pessoas autistas.

Cenário catarinense acompanha índice nacional

Santa Catarina acompanha o crescimento nacional dos diagnósticos de TEA e já soma cerca de 91,6 mil pessoas diagnosticadas, o equivalente a 1,2% da população do estado, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE. 

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O levantamento também aponta que a maior concentração de diagnósticos ocorre entre crianças de 5 a 9 anos, reforçando a necessidade de ampliar políticas públicas, serviços especializados e profissionais capacitados para atendimento precoce e acompanhamento multidisciplinar. O cenário evidencia um avanço na identificação e inclusão, mas também amplia a demanda por formação qualificada nas áreas da saúde, educação e assistência especializada.

O aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) amplia a necessidade de profissionais preparados para atuar de forma integrada nas áreas da saúde, educação e inclusão (Foto: Divulgação/UNICESUSC)

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Atento a essa realidade, o UNICESUSC lançou a pós-graduação Formação Avançada em Autismo: do Diagnóstico à Prática Inclusiva, voltada à capacitação de profissionais para atuação baseada em evidências científicas e práticas inclusivas. O curso possui duração de 18 meses, carga horária de 360 horas e aulas ao vivo em formato EAD, integrando conhecimentos das áreas de saúde, educação e família.

Formação une teoria com vivência prática

A pós-graduação aborda desde o diagnóstico e as práticas clínicas baseadas em evidências até temas ligados à inclusão escolar, suporte familiar, direitos da pessoa autista e intervenções estruturadas. Com uma proposta multidisciplinar, o curso busca unir teoria e prática para preparar profissionais capazes de atuar de forma mais humanizada, atualizada e eficiente diante dos desafios do Transtorno do Espectro Autista.

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A coordenadora do curso, Mariele Finatto, ressalta que o aumento de  diagnósticos reforça a necessidade de qualificação profissional e atualização constante.

— A prevalência de casos de autismo identificados evidencia a importância de formar profissionais preparados para compreender a complexidade do espectro e atuar de forma ética, inclusiva e baseada em evidências científicas.

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Países como modelo e evidências científicas

Países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido têm se tornado referências mundiais no atendimento e diagnóstico do TEA por investirem em identificação precoce, acompanhamento multidisciplinar e políticas públicas voltadas à inclusão. 

Nessas nações, protocolos de rastreamento infantil são aplicados ainda nos primeiros anos de vida, permitindo diagnósticos mais rápidos e intervenções precoces, consideradas fundamentais para o desenvolvimento da criança. 

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Além disso, modelos integrados entre saúde, educação e assistência social contribuem para oferecer suporte contínuo às famílias e ampliar a autonomia das pessoas autistas ao longo da vida.

— A experiência internacional também evidencia a importância da formação especializada de profissionais, especialmente diante do crescimento global dos diagnósticos e da necessidade de atendimentos cada vez mais individualizados e baseados em dados da ciência — cita Mariele Finatto. 

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A professora do UNICESUSC reforça que o TEA reúne um conjunto amplo de características que vão muito além dos estereótipos mais conhecidos. Uma das principais curiosidades é justamente a palavra “espectro”, que indica a grande diversidade de manifestações.

— Algumas pessoas têm maior necessidade de suporte, enquanto outras apresentam alta independência, linguagem fluente e diferentes formas de interação social.

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Outra informação importante é que o autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento, o que significa que acompanha a pessoa ao longo da vida e influencia a forma como ela percebe e interage com o mundo.

Entre as características frequentemente associadas estão as alterações sensoriais, como hipersensibilidade a sons, luzes ou texturas, e padrões de interesse mais restritos e intensos, que muitas vezes se tornam áreas de grande habilidade e aprofundamento. 

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Além da demanda por atendimento especializado, especialistas apontam que o acesso à informação e a critérios diagnósticos têm contribuído para a identificação precoce e precisa do TEA.

— Esse movimento também fortalece discussões sobre inclusão social, permanência escolar, suporte familiar e desenvolvimento de políticas públicas voltadas à neurodiversidade — finaliza Mariele Finatto. 

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Saiba mais sobre a pós-graduação em Formação Avançada em Autismo: do Diagnóstico à Prática Inclusiva pelo site do UNICESUSC e escolha a formação que prepara profissionais para as competências no mercado, integrando ciência, saúde e educação em uma abordagem inclusiva pelo desenvolvimento e qualidade de vida de pessoas com TEA.