O consumo anual de ovos de galinha por cada brasileiro deve ser, em média, de 307 unidades em 2026. O montante é 6,6% acima da média registrada no ano anterior. As informações constam no estudo feito pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, divulgado na segunda-feira (22).
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O aumento deve ser impulsionado pela busca por proteínas de alto valor nutricional e menor custo em comparação a outras fontes de proteína animal.
O estudo também aponta melhora da rentabilidade dos produtores em 2026. Enquanto os preços dos principais insumos apresentaram estabilidade ou queda nos primeiros meses do ano, o valor pago pela caixa de ovos registrou alta superior a 30%, favorecendo as margens da atividade.
O setor é destaque no Brasil, como um dos principais produtores mundiais, com produção de 59,44 bilhões de unidades em 2025, equivalentes a 4,95 bilhões de dúzias (+5,7%). O consumo interno absorve 98,58% da produção.
Produção de ovos em alta no Nordeste
A produção no Nordeste alcançou 10,83 bilhões de unidades em 2025, crescimento de 6,75% em relação ao ano anterior, consolidando a região como responsável por cerca de 18% da produção nacional. O desempenho tem impacto na geração de renda, emprego e investimentos, especialmente nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia.
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O estudo do Etene aponta que a expansão do setor é sustentada pelo aumento do consumo interno, pela crescente tecnificação das granjas e da melhoria das condições para fornecimento de insumos como milho e soja. Somente na Bahia, a produção alcançou 22,9 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2025, mantendo o estado entre os principais produtores nordestinos.
Preço do ovo em SC caiu 38% ao longo de 2025
A média do preço do ovo caiu 38% em Santa Catarina ao longo de 2025. A cartela com 30 ovos, que chegou a custar R$ 25,99 em janeiro, atingiu o valor de R$ 15,99 no final de novembro. Antes da queda, houve alta no preço do ovo no início do ano, que pode ser explicada pelos impactos na produção da proteína, afirma a economista Anemarie Dalchau.
— O preço dos ovos vem sendo pressionado desde 2024, porque nós tivemos aumento nos insumos. Só o milho, que é o principal alimento das aves, aumentou mais de 30%. As embalagens aumentaram 100% — explica.
Outro fator que influenciou o aumento dos preços nos primeiros meses de 2025 está relacionado às questões climáticas, já que o calor intenso, principalmente durante o verão, faz com que as galinhas fiquem mais estressadas e não consigam produzir, conforme a especialista.
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Assim, os produtores precisaram investir em mais energia para deixar o local de produção mais fresco. Dessa maneira, os custos aumentaram significativamente em diversas etapas da produção.





