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Disney para investidores

Brasileiros compram casa em Orlando para passar as férias e ganhar dinheiro com aluguel

Imobiliárias da Florida trabalham com condomínios apenas para compradores do Brasil

06/05/2014 - 04h01 - Atualizada em: 06/05/2014 - 10h30

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Por Redação NSC
Condomínio Lucaya Village Resort 2, em Orlando, é formado por famílias brasileiras
Condomínio Lucaya Village Resort 2, em Orlando, é formado por famílias brasileiras
(Foto: )

Orlando é destino clássico dos pequenos e dos adultos que buscam diversão nos parques da Disney na Flórida, EUA. Agora se torna reduto de brasileiros em busca de boas oportunidades de investimento imobiliário. Com condomínios e agentes focados no público verde-amarelo, os compradores aproveitam para aliar investimento ao lazer.

Os principais fatores que atraem os brasileiros são o retorno e a facilidade da locação. As mesmas empresas que agenciam a venda costumam administrar a locação. Imóveis em condomínios de luxo e com até oito quartos, por exemplo, custam cerca de

US$ 1,5 mil o metro quadrado - na locação, a diária na baixa temporada rende US$ 300.

Segundo dados da pesquisa Profile of International Home Buyers in Florida, o Brasil ocupa a terceira posição entre os estrangeiros que mais compraram imóveis em 2013, o que correspondeu a 7% das vendas na Flórida. A busca de brasileiros por casas e apartamentos nas cidades de Miami e Orlando aumentou 36% no primeiro trimestre de 2013 em relação aos três últimos meses de 2012.

Nesse cenário de aquecimento, o condomínio Lucaya Village Resort 2, em Orlando, já vendeu 130 casas em um ano. Segundo a empresa, os compradores são todos brasileiros. De acordo com José Carlos Larson, representante do residencial, atualmente o preço do metro quadrado em Orlando está abaixo de grandes capitais do Brasil e o imóvel valorizou anualmente uma média de 12% nos últimos quatro anos.

A brasileira Ariany Pedroso vive nos EUA e atua como gerente da Azul Travel e corretora da Vitoria Realty, empresa de venda, locação e administração de residências em Orlando. Ela afirma que o investidor que comprou uma casa com mais de quatro quartos consegue retorno em até dois anos - paga a hipoteca e o custo da manutenção.

A carteira de clientes que compram da corretora também é formada por 99% de brasileiros.

- Hoje muitos aposentados e empresários vendem a casa no Brasil e moram nos EUA - afirma Ariany.

Advogado de Florianópolis comprou imóvel para as férias das filhas

O advogado catarinense Claudio Gastão da Rosa Filho comprou uma casa em Orlando há dois anos. De acordo com ele, o motivo principal para o investimento foi a diversão das duas filhas: Maria Vitória, 5 anos, e Maria Júlia, 4.

- A cidade é o mundo encantado para as crianças. Não tem violência e o custo de vida é baixo, enquanto a qualidade de vida é muito alta - diz Gastão Filho.

Ele e a família viajam para aproveitar a casa a cada 90 dias e durante o fim de ano. Assim como em Miami, Orlando está repleta de brasileiros. Para o advogado, a facilidade de tomar um avião e desembarcar na cidade também motivou o investimento.

Gastão Filho diz que a presença de brasileiros na região é grande e os corretores de imóveis que o atenderam já falam português fluente para atender o público crescente.

O engenheiro de Florianópolis Claudio Pompeu de Assis não tem um imóvel de férias no Brasil, mas comprou uma casa nos EUA para aproveitar a folga com os filhos e investir. A casa, que está na fase final de construção no condomínio Lucaya Village Resort 2, em Orlando, custou cerca de US$ 300 mil.

- Compramos a residência com a intenção de passar as férias, aproveitar a idade das crianças. No momento, sair do país não está nos planos.

Ele explica que o melhor negócio é comprar casa em condomínio que tenha a opção de locação. É vantajoso caso a gente queira trocar o destino de férias.

- Posso, no mínimo, ter um retorno suficiente para arcar com os gastos do imóvel, além de ter uma empresa administrando minha casa.

A praxe do mercado imobiliário americano é o vendedor ser representado por um corretor e o comprador por outro, sendo ambos remunerados pelo vendedor

O corretor do comprador submete a proposta e o corretor do vendedor, após consulta a seu cliente, confirma ou recusa a oferta até fechar o negócio

Após acordo de valores, é nomeada uma title company (espécie de tabelião) que se encarregará da análise dos documentos e despesas, recebendo o valor do comprador em uma conta garantia (escrow)

Após a certeza da legalidade do negócio e pagamento de todas as despesas do imóvel (impostos, taxas, condomínio etc.) e da transação (comissão), a compra é realizada

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