As buscas por Ezequiel Marcos Ferreira, de 27 anos, desaparecido na região do Morro Pelado, entre os municípios de Joinville e Campo Alegre, no Norte de Santa Catarina, ganharam reforço neste sábado (30) com o uso de drones, cães de busca e equipes especializadas. Ao todo, 63 profissionais participam da operação, conforme o Corpo de Bombeiros (CBMSC).

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Morador do bairro Itaum, em Joinville, Ezequiel desapareceu após sair para fazer uma trilha sozinho. O último registro aponta que ele esteve na manhã de segunda-feira (25) em uma borracharia próxima ao acesso da trilha, onde buscou informações antes de iniciar a caminhada em direção ao Morro Pelado, conforme os bombeiros.

Segundo a corporação, análises iniciais indicam que o trajeto possui alto grau de dificuldade, com bifurcações e pontos de navegação complexa. Vestígios e dados de rastreamento sugerem que ele pode ter alcançado a área conhecida como Base da Rocha, a cerca de três horas de caminhada do início da trilha.

Hipótese é de desorientação em trilhas secundárias

Com base nos levantamentos, uma das principais hipóteses das equipes é que o homem possa ter se desorientado em trilhas secundárias próximas à Base da Rocha, afastando-se do percurso principal. A área de buscas inclui setores de mata fechada, encostas e o entorno do Rio Piraí, além de seus afluentes, regiões consideradas de difícil acesso.

Como é a trilha no Morro Pelado

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Força-tarefa reúne múltiplas instituições

A operação é conduzida pelos bombeiros, com apoio do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville (CBVJ), da Guarda Municipal de Joinville, do Grupo de Resgate e Atendimento de Emergência de Garuva e da Defesa Civil de Joinville.

Ao todo, foram empregadas cinco equipes de busca terrestre, além de uma equipe especializada em drones e um efetivo com dois cães de busca e um binômio cinotécnico (bombeiro + cão treinado como dupla operacional) do CBMSC. Também foram utilizadas 11 viaturas e veículos de apoio e drones equipados com câmeras térmicas, que estão sendo usados para varreduras aéreas ao longo do vale do Rio Piraí.

Família vive angústia

A família de Ezequiel Marcos Ferreira vive um desespero para tentar encontrá-lo. Ao NSC Total, uma tia do desaparecido, Susana Rose Lima, disse que, um dia antes da trilha, ele convidou um amigo para ir junto, mas como ele tinha que trabalhar no dia seguinte, o convite foi recusado.

Uma das preocupações da família é que Ezequiel tenha ido com mantimentos para apenas um dia.

— A gente achou estranho, porque ele sempre vai, bate as fotos e posta, né? E ele não tinha postado nada aquele dia. Começou já entrar em desespero, né? Não é típico dele sumir assim — relata a tia.

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Tela do aplicativo usado por Ezequiel (Foto: Arquivo Pessoal)

A última atualização que a família teve acesso foi em um aplicativo compartilhado que funciona por GPS. Lá, o sinal do relógio do trilheiro mostra que, por volta das 8h50min da segunda-feira, ele tinha chegado ao cume do Morro Pelado. Desde então, não houve mais notícias.

— A gente não consegue fazer nada, não consegue trabalhar. Eu hoje não estou trabalhando porque não não tenho condições. Enquanto ele não aparecer, eu não consigo fazer nada — lamentou Susana, tia de Ezequiel.

Veja fotos do jovem desaparecido em trilha no Morro Pelado